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Economia

Projeto em Campinas veta contratos com empresas que doarem em eleições

Texto apresentado por Pedro Tourinho prevê impedimento por quatro anos após doações a partidos ou campanhas eleitorais.

O vereador Pedro Tourinho (PT) apresentou um projeto de lei que impede a Prefeitura de Campinas e a Câmara Municipal de contratar empresas que tenham feito doações em dinheiro ou bens a partidos políticos ou campanhas eleitorais. A restrição valeria por quatro anos a partir da data da doação.

A proposta também alcança empresas que tenham contribuído para campanhas de candidatos a cargos eletivos. O texto foi protocolado na Câmara de Campinas e estabelece que o impedimento seja aplicado tanto pelo Executivo quanto pelo Legislativo municipal.

Justificativa

Tourinho afirma que a medida não parte da premissa de que todas as doações empresariais escondam irregularidades. Para o vereador, porém, é necessário criar mecanismos de proteção ao interesse coletivo e de combate à corrupção.

“A proibição elimina a expectativa escusa de que uma doação seja feita visando ‘cobrar e receber’ dos mandatários eleitos favorecimentos futuros”, afirmou.

O projeto considera que a vedação pode evitar que contribuições eleitorais sejam feitas com a expectativa de obter vantagens em futuros processos de contratação com o poder público. A proposta se soma ao debate sobre o financiamento empresarial de campanhas.

Entidades como a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) têm defendido o combate às doações de empresas e alegado que esse tipo de financiamento é inconstitucional. Deputados federais contrários ao modelo afirmam que empresas não fazem doações, mas investimentos, porque muitas das maiores doadoras mantêm contratos com governos em diferentes níveis da federação.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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