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Xi chega à reunião com Trump em posição fortalecida pelo comércio chinês

Cúpula deve discutir a extensão da trégua comercial, enquanto o superávit da China caminha para superar US$1 trilhão pelo segundo ano seguido.

Xi chega à reunião com Trump em posição fortalecida pelo comércio chinês
Foto: Kenny Holston/Reuters

A reunião entre Donald Trump e Xi Jinping deve ter como principal tema a possível extensão da trégua comercial firmada no ano passado. O encontro está marcado para 24 de setembro, dentro de uma agenda de cúpula prevista para 23 a 25 de setembro, e ocorre enquanto a China amplia o comércio com o mundo e mantém suas exportações em alta.

O superávit comercial global chinês está a caminho de ultrapassar US$1 trilhão (R$ 5,11 trilhões) pelo segundo ano consecutivo. Mais da metade das cerca de 6.500 categorias de produtos vendidos pela China aos Estados Unidos registrou crescimento neste ano em comparação com 2025.

A economia chinesa ainda enfrenta desaceleração da demanda interna e uma crise imobiliária prolongada. Mesmo assim, a força das exportações tem sido descrita por economistas como “China Shock 2.0”. Os Estados Unidos tentaram conter remessas baratas usadas por varejistas online como Shein e Temu, mas as medidas não impediram o avanço da maioria das categorias de produtos.

Negociações e Taiwan

Scott Bessent, secretário do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, e He Lifeng, vice-primeiro-ministro chinês, fizeram negociações preparatórias em Nova York no domingo (20). Entre os possíveis acordos estão limites para a inteligência artificial e o comércio de produtos não sensíveis. O lado norte-americano também propôs um mecanismo de notificação de segurança em IA.

A questão de Taiwan pode ser central para Pequim. Xi questionou Trump sobre a venda de armas e a disposição de Washington de defender a ilha quando os dois se encontraram em Pequim em maio, segundo o presidente americano. Trump descreveu como “moeda de troca” um pacote de armas de US$14 bilhões (R$ 71,5 bilhões) para Taiwan, que ainda está pendente.

Entre possíveis contrapartidas comerciais estão compras chinesas de jatos da Boeing e de produtos agrícolas dos Estados Unidos, além de compromissos para conter o fluxo de precursores químicos do fentanil.

Pressão sobre o Irã

A guerra com o Irã também influencia a posição de Trump nas negociações. Washington considera que Xi tem capacidade para pressionar Teerã a encerrar o conflito, mas o líder chinês tem demonstrado pouca disposição para isso. O Ministério das Relações Exteriores da China afirma não ter conhecimento de um esquema de evasão de sanções envolvendo vendas de mercadorias ao Irã.

As ameaças americanas de sanções secundárias a países que fazem negócios com Teerã, classificadas por Bessent como “Dia D econômico”, ainda não parecem ter sido aplicadas contra o maior parceiro comercial iraniano.

Para analistas citados no debate sobre a cúpula, a manutenção da estabilidade interessa aos dois governos: Trump pode concentrar esforços no Irã, enquanto Xi busca fortalecer a resiliência interna da China.

Mercados chineses avançam

As bolsas da China e de Hong Kong subiram na segunda-feira (21), com altas nos setores de tecnologia e imobiliário. O índice de Xangai avançou 1%, o CSI300 subiu 0,7% e o Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 1,2%.

O ChiNext Composite teve alta de 0,8%, o STAR50 de Xangai avançou 0,3% e o índice CSI de IA subiu 1,1%. O setor imobiliário ganhou 6,9%, enquanto o setor de defesa avançou 2% e o de saúde teve alta de 3,6%.

Em uma avaliação do Goldman Sachs, os dois lados devem buscar estabilidade relativa nas relações, embora um acordo bilateral amplo pareça improvável.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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