SÃO PAULO — A candidatura de Policial Edjane ao governo de São Paulo será cancelada após o Tribunal Regional Eleitoral indeferir a chapa do Agir. O diretório paulista informou que não recorrerá ao Tribunal Superior Eleitoral e declarou apoio à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A decisão ocorreu depois de Professora Nayr Duarte, vice de Edjane, pedir renúncia para disputar uma vaga de deputada estadual. O TRE julgou a candidatura indeferida na sexta-feira (18), citando documentação insuficiente para comprovar a desincompatibilização de Edjane da Polícia Militar e a certidão criminal exigida para fins eleitorais.
Conflito dentro do partido
O Agir-SP também atribuiu a retirada da candidatura à falta de repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha pelo diretório nacional. Edjane, por outro lado, afirmou que a desistência ocorreu sem seu consentimento.
Em posicionamento divulgado à imprensa, o diretório paulista acusou a candidata de estelionato por pedir doações nas redes sociais mesmo com o registro indeferido. “Ela sabe que, com a renúncia já homologada pelo TRE-SP, o DRAP [documento que atesta regularidade] da campanha majoritária está indeferido”, afirmou o partido.
Com a saída de Edjane, Tarcísio passa a ser o único candidato de direita na disputa. A expectativa é de que o apoio do Agir transfira votos para o governador e aumente suas chances de vencer no primeiro turno. Para isso, os votos válidos, sem brancos e nulos, precisam superar a soma dos votos dos demais candidatos.
Na pesquisa Datafolha de 11 de setembro, Edjane tinha 3% das intenções de voto e aparecia em terceiro lugar. No levantamento Quaest de 8 de setembro, registrava 1%.
A coligação de Tarcísio reúne dez partidos, com 336 deputados federais, equivalentes a 65% da Câmara. A candidatura teve o dobro do tempo de rádio e televisão do principal adversário, Fernando Haddad (PT). Com os apoios de PSDB, Cidadania, Novo, Podemos, Democrata e Agir, o governador soma 16 partidos. Haddad tem sete legendas na coligação. PCB, PCO, PSTU e UP lançaram candidaturas próprias ao governo de São Paulo.


