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Ato na Sé reúne movimentos e critica violência contra mulheres em São Paulo

32º Grito dos Excluídos levou cerca de 2 mil pessoas à Praça da Sé e teve como foco o aumento dos feminicídios.

Ato na Sé reúne movimentos e critica violência contra mulheres em São Paulo
Foto: Rodilei Morais/www.fotoarena.com.br

Movimentos populares ocuparam a Praça da Sé na manhã desta segunda-feira (7) para o 32º Grito dos Excluídos. Realizado anualmente no Dia da Independência, o ato reuniu organizações rurais e urbanas, sindicatos, centrais de trabalhadores, partidos políticos e grupos de esquerda, em uma agenda paralela às celebrações oficiais de 7 de Setembro.

A violência contra a mulher e o aumento dos feminicídios foram os principais temas da manifestação neste ano. Os participantes fizeram críticas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e ao prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB). O prefeito foi questionado por cortes e atrasos nos repasses destinados a serviços de proteção às mulheres.

O Instituto Sou da Paz informou que São Paulo registrou, em 2026, o maior número de feminicídios em um primeiro semestre. A organização também afirmou que o avanço das taxas no estado supera a média nacional.

A mobilização começou às 7h, com café, pães e frutas distribuídos a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Cerca de 2 mil pessoas foram atendidas. O Grito dos Excluídos também ocorreu em outras 62 cidades, distribuídas por 24 estados e pelo Distrito Federal.

Participaram ainda entidades voltadas à defesa de mulheres, idosos, pessoas LGBTQIA+, imigrantes, povos indígenas e negros e pessoas em situação de rua. Representantes progressistas de diferentes religiões também estiveram no local.

Entre as reivindicações estavam o fim da escala 6x1, da terceirização da mão de obra e das privatizações de serviços essenciais. Os manifestantes pediram mais políticas de proteção para grupos em situação de vulnerabilidade e protestaram contra a violência policial, o avanço da extrema direita e o imperialismo.

A maior parte do ato apoiou a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as candidaturas de Fernando Haddad ao governo paulista, além de Simone Tebet e Marina Silva ao Senado. União Popular, PCB e PCO também participaram. Por acordo com os organizadores, políticos presentes foram anunciados, mas não discursaram.

Estiveram no ato Juliana Cardoso, Eduardo Suplicy, Paulo Teixeira, Amanda Paschoal, Luna Zarattini e Tiago Ávila. O grupo percorreu o centro velho com um carro de som de tração humana, passou pelo Largo São Bento e pelo Largo São Francisco e encerrou a manifestação ao meio-dia, com uma missa na Catedral.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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