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Política

Felipe Camarão defende Flávio Dino e mira governo do Maranhão pelo PT

Vice-governador diz que o Brasil deveria ter Dino presidente após o fim da atuação do ministro no STF e critica aliados de Brandão.

Felipe Camarão defende Flávio Dino e mira governo do Maranhão pelo PT
Foto: @felipecostacamarao no Instagram

Vice-governador do Maranhão e candidato do PT ao governo estadual, Felipe Camarão defende que Flávio Dino dispute a Presidência da República depois de concluir sua atuação no Supremo Tribunal Federal. Ex-aluno e ex-secretário de Dino, Camarão afirma que aprendeu política com o ministro e apresenta sua candidatura como uma defesa do legado deixado pelo ex-governador no estado.

"O Brasil merece tê-lo como presidente um dia, depois que acabar a missão dele no Supremo", disse Camarão. Para ele, Dino é uma referência como cidadão, jurista e político.

Relação com Dino e rompimento com Brandão

Camarão, 44 anos, foi vice-governador na gestão de Carlos Brandão, que sucedeu Dino no governo do Maranhão. Durante os dois mandatos de Dino, entre 2015 e 2022, ocupou quatro secretarias: Gestão e Previdência, Cultura, Governo e Educação.

Dino foi eleito senador em 2022, mas deixou o mandato para comandar o Ministério da Justiça no governo Lula. Quase dois anos depois, foi indicado pelo presidente para o STF. Brandão, que era vice nos dois mandatos, assumiu o governo.

A relação entre Brandão e o grupo ligado a Dino se rompeu no final de 2024. Camarão, que havia permanecido como secretário de Educação, licenciou-se para coordenar a campanha de Duarte Jr à Prefeitura de São Luís e não voltou ao cargo. Desde então, a disputa política também passou a envolver processos no STF relacionados ao Maranhão, sob relatoria de Dino.

O vice afirma que Dino não precisa se declarar suspeito nesses casos e diz confiar em sua conduta. Camarão também declarou que evita falar com o ministro para não alimentar acusações de articulação política. Segundo ele, não aceitará ataques contra Dino enquanto o ministro não estiver na política para se defender.

Disputa pelo governo estadual

O rompimento também alterou a escolha do grupo para a sucessão estadual. Aliados de Camarão dizem que havia um acordo para Brandão concorrer ao Senado e o vice disputar o governo. Brandão, porém, decidiu permanecer no cargo até o fim do mandato e lançou seu sobrinho, Orleans Brandão, do MDB, para o governo.

Orleans aparece em segundo lugar nas pesquisas, atrás do prefeito de São Luís, Eduardo Braide, do PSD. Camarão está em terceiro. O candidato do PT afirma que teria melhores condições eleitorais se tivesse assumido o governo, apesar do apoio de Lula no Maranhão.

Brandão disse que escolheu permanecer no cargo para evitar a entrega da estrutura estadual ao então adversário. Camarão, por sua vez, afirma que sua campanha também busca preservar o legado de Dino, que, quando ministro do STF, chegou a dizer que o pupilo lideraria uma chapa imbatível.

O Maranhão é descrito como um estado lulista, mas não petista. O PT tem duas prefeituras entre os 217 municípios: Codó e Brejo. O prefeito de Codó apoia Brandão. Parte do PT estadual também faz campanha para Orleans, enquanto outras lideranças, como Rubens Junior, apoiam Braide.

Camarão ainda atribui ao conflito político o pedido do Ministério Público Estadual para afastá-lo do cargo, relacionado à suspeita de participação em um esquema de corrupção envolvendo policiais militares de sua segurança. O pedido foi suspenso pelo STJ, e o vice afirma ter sido alvo de uma armação do grupo do governador.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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