Uma ferramenta interativa reúne dados da atuação parlamentar de 628 deputados federais, senadores e suplentes que tentam a reeleição ou buscam mudar de Casa legislativa nas eleições de 2026. As informações permitem comparar presença em sessões, produção de projetos, votações, gastos com cota parlamentar, uso de emendas Pix e posição ideológica.
Os registros foram coletados em bases públicas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), da Câmara e do Senado. Ao todo, o serviço organiza 16 métricas. O usuário escolhe um indicador e pesquisa os nomes dos parlamentares. A ferramenta também oferece sugestões em ordem alfabética para quem não sabe quais políticos disputam a permanência no cargo ou a mudança de Casa.
Os resultados podem aparecer em listas ou gráficos de proporção. A seleção de uma métrica destaca inicialmente o dado correspondente, mas as demais informações podem ser acessadas pelas setas laterais.
Também é possível consultar o perfil de cada parlamentar, com ocupação, idade, sexo, estado, raça e partido. A posição ideológica é calculada pelo GPS Partidário, metodologia que considera a atuação prática das siglas, incluindo votações no Congresso e participação em frentes parlamentares. Há ainda informações detalhadas sobre o patrimônio de cada candidato.
Como os dados são calculados
A coleta foi feita por meio das APIs da Câmara, do Senado e do TSE e considera a atual legislatura, iniciada em 2023. Como o serviço acompanha o histórico parlamentar, estão incluídos apenas nomes que buscam permanecer no cargo ou mudar de Casa, como um deputado que concorre ao Senado.
A frequência considera a presença em sessões do plenário. Na métrica de votações, entram todos os registros públicos disponíveis: na Câmara dos Deputados, votações em plenário e em comissões; no Senado, apenas as realizadas em plenário.
As proposições abrangem projetos de lei, PECs (Propostas de Emenda à Constituição), projetos de lei complementar, projetos de lei de conversão e projetos de decreto legislativo.
A cota parlamentar corresponde aos recursos mensais destinados a despesas da atividade parlamentar, como passagens e hospedagem. O limite varia conforme a distância do estado do político até Brasília. O cálculo considera o percentual gasto em cada um dos quatro anos, porque o valor não é cumulativo. O recurso também pode ser usado para divulgação de atividade parlamentar nas redes sociais, mas há restrições a 120 dias do primeiro turno na Câmara e a 180 no Senado.
A métrica de emenda Pix soma os recursos empenhados por cada parlamentar ao longo dos quatro anos de mandato. As emendas Pix são legais e permitem transferências para caixas públicos de prefeituras e governos estaduais sem convênio ou identificação do projeto beneficiado. Os dados, porém, servem para dar transparência à atividade parlamentar e, isoladamente, não indicam irregularidades.


