A defesa de Daniel Vorcaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma triagem antes da divulgação de arquivos relacionados às investigações do caso Master. O ex-banqueiro está preso na Operação Compliance Zero.
Os advogados afirmam que devem ser preservados materiais sem relevância para a apuração e que possam afetar a privacidade de Vorcaro. Entre os exemplos estão imagens de familiares, especialmente crianças, e mensagens protegidas por sigilo legal trocadas entre o ex-dono do Banco Master e seus advogados.
Abertura dos processos
O STF começou a discutir a retirada do sigilo de documentos das investigações depois de um pedido do presidente da Corte, ministro Edson Fachin. A solicitação ocorreu antes de uma sessão do plenário sobre desdobramentos das apurações do caso Master.
Relator das investigações, o ministro André Mendonça determinou o levantamento do sigilo da Petição 15.556, considerada a principal investigação do caso, além de outros procedimentos ligados à apuração.
No despacho, Mendonça disse que a decisão atendia ao pedido de Fachin e informou que medidas administrativas estavam sendo tomadas para enviar cópias integrais dos autos à Presidência do STF e aos demais gabinetes da Corte.
Fachin afirmou que a abertura permitiria aos ministros conhecer o conjunto de informações reunidas nas investigações antes da sessão que discutirá a validade de um relatório produzido pela Polícia Federal sobre o ministro Alexandre de Moraes.
A solicitação previa manter sob sigilo apenas as diligências cuja divulgação pudesse prejudicar investigações em andamento. É nesse processo de divulgação que a defesa de Vorcaro pede a filtragem de conteúdos pessoais e de mensagens protegidas por sigilo legal.


