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EUA preparam novas sanções contra autoridades brasileiras, diz Departamento de Estado

Governo Trump acompanha sessão do STF no dia 15 e avalia impacto eleitoral de possíveis medidas contra Alexandre de Moraes e outros ministros.

EUA preparam novas sanções contra autoridades brasileiras, diz Departamento de Estado
Foto: Folhapress

O governo de Donald Trump já elaborou medidas para impor novas sanções a autoridades brasileiras e pode avançar com a aplicação delas após acompanhar os próximos desdobramentos no Supremo Tribunal Federal. A informação foi dada por uma alta autoridade do Departamento de Estado, que afirmou não existir um cronograma definido para a decisão final, que cabe ao presidente americano.

Alexandre de Moraes está entre os nomes monitorados por Washington. O governo americano também analisa a atuação de outros integrantes do Supremo e deve observar as manifestações e os votos dos ministros na sessão extraordinária marcada para o dia 15.

A reunião foi convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, para que o plenário examine um relatório da Polícia Federal. O documento aponta Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e reúne diálogos atribuídos aos dois. O julgamento pode levar à abertura de uma investigação contra o ministro ou à anulação do relatório.

Possível uso da Lei Magnitsky

O Departamento de Estado avalia diferentes instrumentos e pode recorrer ao Departamento do Tesouro para aplicar as medidas. Entre as possibilidades está uma nova utilização da Lei Magnitsky, mecanismo de sanções financeiras administrado pelo Tesouro americano.

Moraes foi alvo da Magnitsky em julho de 2025. Na ocasião, o Departamento do Tesouro determinou o bloqueio de eventuais bens do ministro sob jurisdição dos Estados Unidos e proibiu, em regra, transações envolvendo ele. A sanção foi retirada no fim do ano, depois de uma aproximação entre Luiz Inácio Lula da Silva e Trump.

O empresário Paulo Figueiredo e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro defendem a retomada das sanções e mantêm interlocução com integrantes da administração Trump. Os dois foram convidados para uma reunião no Departamento de Estado na semana que vem, que deverá tratar das possíveis medidas.

Avaliação eleitoral

O governo americano também analisa o impacto político de novas sanções durante a campanha eleitoral brasileira. Uma pesquisa encomendada por aliados de Trump foi elaborada em agosto pela McLaughlin & Associates, instituto ligado ao republicano, e ouviu 1.991 eleitores em todo o Brasil.

Para 53,3% dos entrevistados, uma eventual retomada das sanções financeiras contra Moraes não mudaria a escolha eleitoral. Outros 24,7% disseram que ficariam mais propensos a votar no senador Flávio Bolsonaro, enquanto 18,2% afirmaram que a medida aumentaria a chance de voto em Lula.

Os resultados reduziram, dentro do governo americano, o receio de que as sanções favorecessem Lula e ampliaram a margem para novas ações contra autoridades brasileiras.

Na pesquisa, Lula foi apontado por 32% dos entrevistados como o principal responsável pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A família Bolsonaro foi citada por 25%.

Em outra questão, Flávio Bolsonaro e Lula ficaram tecnicamente empatados na avaliação sobre quem estaria mais preparado para defender os interesses do Brasil na relação com os Estados Unidos: 44% para o senador e 41% para o presidente. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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