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Política

Flávio Bolsonaro e Lula lideram rejeição em pesquisa Datafolha

Levantamento mostra que 46% dos eleitores não votariam em nenhum dos dois; margem de erro é de dois pontos percentuais.

Flávio Bolsonaro e Lula lideram rejeição em pesquisa Datafolha
Foto: Victor Moriyama e Evaristo Sá/The New York Times e AFP

A rejeição a Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) alcança 46% entre os eleitores, segundo pesquisa Datafolha. O percentual é o mesmo para os dois nomes quando perguntados sobre em quem não votariam de jeito nenhum na eleição presidencial.

Entre os demais principais postulantes, Renan Santos (Missão) aparece com 17% de rejeição. Romeu Zema (Novo) tem 16%, e Ronaldo Caiado (PSD), 14%. Augusto Cury (Avante) registra 10%; na rodada anterior, o índice era de 9%.

O levantamento ouviu 2.002 eleitores de terça-feira (8) a quinta (10), em 125 municípios. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o código BR-01833/2026.

Comparação com a rodada anterior

Na pesquisa anterior, Flávio Bolsonaro era rejeitado por 47% dos entrevistados, enquanto Lula tinha 45%. Os dois percentuais oscilaram dentro da margem de erro nesta rodada.

A coleta ocorreu em meio à crise no Supremo Tribunal Federal. Na terça-feira da semana passada (1º), foram reveladas conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro pelo também ministro André Mendonça.

Depois disso, Moraes pediu uma investigação sobre os métodos de Mendonça, enquanto o outro lado buscou afastar o chefe da Polícia Federal. O presidente do tribunal, Edson Fachin, suspendeu as medidas até uma análise a partir da próxima terça (15).

O episódio também envolveu a disputa política entre aliados de Lula e Flávio Bolsonaro. Flávio Dino autorizou uma operação da Polícia Federal para investigar o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. A medida recolocou em discussão a relação de Flávio com Vorcaro, para quem o senador pediu quase R$ 70 milhões para supostamente bancar a produção e a quem chamou de “meu irmão”. Flávio acusou Dino de usar politicamente a autoridade de ministro do Supremo. Essa etapa não foi captada integralmente pela pesquisa.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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