O governo Lula é avaliado como ruim ou péssimo por 42% dos brasileiros, enquanto 32% consideram a gestão boa ou ótima e 25% a classificam como regular. O levantamento foi realizado pouco mais de três semanas antes do primeiro turno da eleição presidencial.
A avaliação pessoal do presidente também apresentou oscilação positiva. Lula é desaprovado por 50% dos eleitores e aprovado por 47%. Na pesquisa anterior, 51% desaprovavam seu desempenho e 45% o aprovavam.
O Datafolha entrevistou 2.002 eleitores de terça-feira (8) a quinta (10), em 125 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais. A pesquisa foi encomendada pela Folha e pela TV Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-01833/2026.
Disputa política
A crise no Supremo Tribunal Federal dominou o noticiário político na última semana. A oposição passou a associar Lula ao ministro Alexandre de Moraes, em meio às relações do magistrado com o ex-dono do Banco Master, mencionadas pelo ministro André Mendonça.
Flávio Bolsonaro (PL), que é citado no caso por cobrar dinheiro de Vorcaro, reforçou essa estratégia. Durante um evento do 7 de Setembro na avenida Paulista, afirmou que "votar em Lula é votar em Moraes".
A campanha de Lula passou a fazer cálculos sobre como reduzir os efeitos do episódio. Não houve agenda positiva de governo na semana. A aprovação do fim da escala 6x1 pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, na semana anterior, não avançou ao plenário. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), aguarda a composição da Casa depois do primeiro turno para decidir sobre o tema.
Outra medida aprovada foi o fim da chamada taxa das blusinhas, imposto sobre produtos importados de baixo valor. A cobrança havia sido estipulada pelo governo federal em maio.
Especialistas em marketing eleitoral costumam considerar 40% um índice de má avaliação para governos em busca de continuidade, dependendo também da intenção de voto e da rejeição do eleitorado.



