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Política

Avaliação negativa do governo Lula chega a 42%, aponta Datafolha

Pesquisa mostra que 32% avaliam a gestão como boa ou ótima e que 50% desaprovam o desempenho pessoal do presidente.

Avaliação negativa do governo Lula chega a 42%, aponta Datafolha
Foto: Gabriela Biló/Folhapress

O governo Lula é avaliado como ruim ou péssimo por 42% dos brasileiros, enquanto 32% consideram a gestão boa ou ótima e 25% a classificam como regular. O levantamento foi realizado pouco mais de três semanas antes do primeiro turno da eleição presidencial.

A avaliação pessoal do presidente também apresentou oscilação positiva. Lula é desaprovado por 50% dos eleitores e aprovado por 47%. Na pesquisa anterior, 51% desaprovavam seu desempenho e 45% o aprovavam.

O Datafolha entrevistou 2.002 eleitores de terça-feira (8) a quinta (10), em 125 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais. A pesquisa foi encomendada pela Folha e pela TV Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-01833/2026.

Disputa política

A crise no Supremo Tribunal Federal dominou o noticiário político na última semana. A oposição passou a associar Lula ao ministro Alexandre de Moraes, em meio às relações do magistrado com o ex-dono do Banco Master, mencionadas pelo ministro André Mendonça.

Flávio Bolsonaro (PL), que é citado no caso por cobrar dinheiro de Vorcaro, reforçou essa estratégia. Durante um evento do 7 de Setembro na avenida Paulista, afirmou que "votar em Lula é votar em Moraes".

A campanha de Lula passou a fazer cálculos sobre como reduzir os efeitos do episódio. Não houve agenda positiva de governo na semana. A aprovação do fim da escala 6x1 pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, na semana anterior, não avançou ao plenário. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), aguarda a composição da Casa depois do primeiro turno para decidir sobre o tema.

Outra medida aprovada foi o fim da chamada taxa das blusinhas, imposto sobre produtos importados de baixo valor. A cobrança havia sido estipulada pelo governo federal em maio.

Especialistas em marketing eleitoral costumam considerar 40% um índice de má avaliação para governos em busca de continuidade, dependendo também da intenção de voto e da rejeição do eleitorado.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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