A pesquisa Quaest para a Presidência mostra Lula com 37% das intenções de voto e Flávio com 33% em um cenário de primeiro turno. Pela primeira vez, os dois aparecem tecnicamente empatados no limite da margem de erro. Cury tem 6%, enquanto os demais candidatos somam 9%. Indecisos representam 8%, e 7% afirmam que não votarão em nenhum candidato.
Entre os eleitores muito interessados na eleição, Lula marca 43% e Flávio, 41%. Os demais nomes reúnem 10%, resultado que, na avaliação de Felipe Nunes, aponta para a possibilidade de segundo turno.
Diferenças por perfil do eleitor
No cenário considerado mais provável para a segunda etapa, Flávio tem 42% e Lula, 41%. O candidato do PL pode variar entre 40% e 44%, enquanto o candidato do PT pode ficar entre 39% e 43%, considerando a margem de erro.
Lula avançou entre as mulheres. A diferença em relação a Flávio passou de 3 pontos percentuais na semana passada para 7 pontos nesta semana. Entre os homens, o quadro permaneceu estável. Entre beneficiários do Bolsa Família, porém, a intenção de voto não mudou após o anúncio de aumento do benefício pelo governo.
Flávio ampliou sua vantagem entre eleitores de renda alta: a diferença, que era de 13 pontos percentuais, chegou a 20 pontos. Entre evangélicos, a vantagem passou de 23 para 30 pontos. Entre católicos, a distância permaneceu estável.
A percepção sobre os riscos políticos também aparece dividida. O receio de uma continuidade do governo Lula é apontado por 43%, enquanto 42% temem a volta da família Bolsonaro ao poder. Entre beneficiários do Bolsa Família, aumentou nos últimos 15 dias o medo do retorno de Bolsonaro.
Avaliação do governo e crises
A aprovação do governo Lula é de 44%, ante 50% de desaprovação. Na comparação com a gestão anterior, 42% consideram o terceiro governo Lula melhor e 42% o avaliam como pior.
A percepção sobre a renda também é desfavorável ao governo. Apenas 10% dizem que o aumento da renda superou o custo de vida. Para 33%, a renda não cresceu; 24% afirmam que ela subiu menos que o custo de vida.
A maioria acredita que Lula vencerá a eleição, fenômeno descrito por Nunes como efeito adesão ao vencedor. A expectativa de vitória pode estimular a mobilização de eleitores em torno de um candidato.
A crise do banco Master passou a ser associada a efeitos negativos sobre Bolsonaro por 21%, sobre o STF por 16% e sobre Lula por 11%. A interpretação varia conforme a preferência política: eleitores lulistas apontam mais efeitos sobre a família Bolsonaro, enquanto bolsonaristas citam Lula e o STF.
Na crise do Supremo, o grupo que diz que o episódio reforça sua escolha presidencial passou de 22% para 26%. O avanço ocorreu principalmente entre eleitores de esquerda. Entre os independentes, 11% consideram mudar o voto.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 17 e 20 de setembro. A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiabilidade de 95%. O registro no TSE é BR-06004/2026.



