A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7) mostra Luiz Inácio Lula da Silva na liderança da disputa presidencial, com 36% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em segundo, com 29%, enquanto Augusto Cury registra 8%. Os demais nomes somam 9%; indecisos são 10%, e 8% afirmam que pretendem votar em branco, anular o voto ou não votar.
Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, há empate: os dois aparecem com 41%. No levantamento anterior, Lula tinha 42%, e Flávio, 41%. Nessa hipótese, 5% estão indecisos e 13% dizem que votarão em branco, anularão o voto ou não votarão.
A distribuição das preferências acompanha a identidade política dos eleitores. Lula concentra 96% entre os lulistas e 89% entre os eleitores de esquerda. Flávio Bolsonaro reúne 98% dos bolsonaristas e 86% dos eleitores de direita. Entre os independentes, os dois estão empatados.
Rejeição e avaliação do governo
Lula tem potencial de voto de 44% e rejeição de 53%. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 55% e tem potencial de voto de 40%. As diferenças estão dentro da margem de erro. Também há empate no medo declarado pelos eleitores: 43% temem a volta da família Bolsonaro ao poder, e 43% temem a continuidade do governo Lula.
A análise de Felipe Nunes destaca uma diferença entre as faixas etárias. Os eleitores mais jovens demonstram medo crescente da continuidade do governo Lula, enquanto aqueles com 60+ anos temem mais a volta da família Bolsonaro ao poder.
A desaprovação do governo chega a 50%. Desde julho, a avaliação negativa apresenta tendência de alta no Nordeste, de 29% para 35%, e no Sudeste, de 50% para 56%. Entre os homens, passou de 50% para 57%; entre os jovens, de 46% para 55%.
Renda, dívidas e decisão de voto
O endividamento aparece associado ao período de piora na aprovação do governo, entre julho e setembro. O Desenrola 2.0, que começou com 50% dos entrevistados considerando o programa uma boa ideia, agora tem essa avaliação entre 43%.
Embora 64% dos brasileiros digam que sua renda aumentou no último ano, apenas 10% percebem uma alta superior à do custo de vida. Entre os que identificaram aumento real da renda, Lula tem vantagem ampla. Já entre aqueles que viram o custo de vida subir mais do que a renda ou não perceberam melhora nos ganhos, Flávio Bolsonaro lidera.
A base eleitoral de Lula varia entre 29% e 33%, enquanto a da família Bolsonaro parte de 24%. O restante se divide entre eleitores que preferem um outsider, 20%, e um moderado, 17%. No primeiro turno, esse grupo se distribui entre Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury e Renan. Na simulação de segundo turno, 40% escolhem Flávio, 1/3 opta por Lula e 1/4 afirma que não votará em ninguém.
A Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 3/09 e 6/09. A margem de erro é de 2 p.p., com nível de confiabilidade de 95%. O registro no TSE é BR-01720/2026.



