A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7) mostra Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro com 41% das intenções de voto cada um em uma simulação de segundo turno para a Presidência em 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Brancos e nulos somam 13%, enquanto 4% dos entrevistados ainda estão indecisos. O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país, entre quinta-feira (3) e domingo (6), e foi registrado no TSE sob o número BR-01720/2026.
No primeiro turno, Lula aparece com 36% e Flávio, com 29%. Augusto Cury (Avante) ocupa a terceira posição, com 8%. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) têm 3% cada um; Romeu Zema (Novo) marca 2%, e Samara Martins (UP), 1%. Os indecisos representam 10%, enquanto 8% dizem que votarão em branco, anularão o voto ou não votarão.
O cenário inclui uma candidatura sem Pablo Marçal (PRTB). Embora esteja inelegível até 2032, ele obteve uma medida liminar na Justiça Eleitoral de São Paulo para se filiar ao partido e registrou candidatura à Presidência. O caso ainda será analisado pelo TSE. A corte já decidiu que Marçal não poderá receber recursos do fundo eleitoral, participar de debates nem aparecer no horário eleitoral em rádio e televisão.
Com Marçal no cenário, Flávio aparece com 29%, e os demais candidatos mantêm os mesmos percentuais. A mudança ocorre entre os indecisos, que passam de 10% para 9%, enquanto Marçal registra 1%.
Rejeição e segundo turno
Flávio tem a maior rejeição entre os candidatos: 55% afirmam conhecê-lo e dizem que não votariam nele. Lula aparece com 53%. Marçal registra 45%; Caiado, 41%; Zema, 39%; Renan Santos, 29%; e Augusto Cury, 26%.
Lula também vence as simulações de segundo turno contra Caiado, por 41% a 38%; Cury, por 39% a 35%; Renan Santos, por 42% a 37%; e Zema, por 44% a 33%.
A pesquisa foi divulgada em meio a investigações da Polícia Federal sobre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, por suspeita de tráfico de influência. Segundo a PF, ele seria beneficiário indireto da atuação de Roberta Luchsinger em uma tentativa de obter benefícios na venda de medicamentos ao Ministério da Saúde.
No caso de Flávio, o levantamento menciona o pedido de dinheiro feito pelo senador a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, sobre seu pai. Um repasse adicional de US$ 1,6 milhão, equivalente a R$ 8,5 milhões na cotação da época, foi destinado ao fundo responsável pela produção.




