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Lula chama plano de golpe de Bolsonaro de terrorismo de Estado

Presidente criticou Trump por classificar PCC e CV como terroristas, mas disse que facções aterrorizam moradores de periferias.

Lula chama plano de golpe de Bolsonaro de terrorismo de Estado
Foto: Mauro Pimentel/AFP

O presidente Lula afirmou nesta sexta-feira (18) que Jair Bolsonaro integrou um grupo terrorista ao planejar um golpe em 2022. A declaração foi feita durante uma crítica à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

Lula associou o plano de golpe aos ataques de 8 de janeiro e disse que a articulação previa mortes. Entre os alvos citados por ele estão o próprio presidente, o vice-presidente Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes, ministro do STF.

“Isso é terrorismo de Estado”, afirmou Lula ao falar sobre a tentativa de golpe. A declaração faz referência ao plano Punhal Verde e Amarelo, identificado pela Polícia Federal e atribuído, segundo as investigações, ao general da reserva Mario Fernandes. Ele foi secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência durante o governo Bolsonaro.

Críticas a Trump e ações no Rio

Apesar de rejeitar a classificação das facções brasileiras como organizações terroristas, Lula afirmou que os grupos exercem uma forma de terrorismo contra moradores de áreas periféricas. Ele citou pessoas que vivem em bairros dominados pelo crime, frequentam escolas, participam de bailes e pagam pedágios relacionados ao gás e a benefícios oferecidos pelo governo.

O presidente estava no Rio de Janeiro para acompanhar ações integradas dos governos federal, estadual e municipal contra o crime organizado. No evento, assinou convênios voltados a reduzir a logística das organizações criminosas e permitir a retomada de territórios dominados por elas.

A manifestação ocorreu dois dias depois de o governo Trump afirmar que o Brasil “falhou em confrontar” o PCC e o CV. A crítica constava de um documento enviado pela Casa Branca ao Congresso americano na terça-feira (15), segundo o qual as facções transformaram o país em um centro para o fluxo global de cocaína. Em maio, os Estados Unidos haviam classificado os dois grupos como organizações terroristas.

Lula também criticou a interferência de políticos na segurança pública do Rio. Ele citou uma declaração do governador Ricardo Couto de que deputados controlariam repartições e afirmou que alguns deles teriam influência sobre duas ou três unidades.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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