RIO DE JANEIRO — Eduardo Paes (PSD) lidera a disputa pelo Governo do Rio de Janeiro, enquanto Douglas Ruas (PL) avança entre eleitores alinhados a Jair Bolsonaro. A estratégia dos dois candidatos mira o eleitorado bolsonarista, maioria no estado, na reta final do primeiro turno.
Pesquisa do Datafolha divulgada nesta sexta-feira (25) mostra Paes com 43% das intenções de voto, contra 30% de Ruas. O ex-prefeito mantém ampla vantagem entre os eleitores de Lula: reúne 77% das preferências desse grupo, enquanto Ruas tem 4%.
Ao mesmo tempo, Paes ainda preserva parte do eleitorado de Flávio. Entre os que declaram voto no senador, 21% também pretendem escolher o candidato do PSD. O percentual era de 27% há duas semanas e de 26% há um mês.
Ruas, deputado de primeiro mandato e presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, ampliou sua presença entre os eleitores de Flávio. Ele passou de 37% há um mês para 56% há duas semanas e 63% no levantamento mais recente.
Estratégias dos candidatos
Paes tem limitado as aparições com Lula a atos de grande dimensão em áreas bolsonaristas. Participou de agendas em Bangu, na zona oeste da capital, e em São Gonçalo (RJ), cidade administrada por capitão Nelson (PL), pai de Ruas.
O ex-prefeito afirma que sua aliança com Lula não significa identidade política. “Eu não sou do PT”, disse Paes, que também declarou não ver o presidente como uma “bengala”.
A composição da chapa também busca alcançar esse eleitorado. Paes escolheu Jane Reis (MDB), irmã de Washington Reis (MDB), como vice. A família Reis defende o voto “BolsoPaes” na Baixada Fluminense.
A campanha de Ruas usou, sem autorização, imagens de Vinícius Junior e Virgínia Fonseca em um anúncio que associava o candidato a Bolsonaro. Os advogados do jogador pediram direito de resposta ao Tribunal Regional Eleitoral e afirmaram que ele não apoia candidaturas nestas eleições. A peça foi retirada, e o tribunal ainda não decidiu o pedido.
Outro ponto em disputa é o destino dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos), que tem 8% entre eleitores de Lula e 9% entre os de Flávio. O registro dele foi indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral, mas sua intenção de voto permaneceu em 8% na última pesquisa.



