CURITIBA — O Paraná ficou em primeiro lugar entre os estados no Ranking de Eficiência dos Estados, com nota geral de 0,734. O estado liderou a classificação em Educação e ocupou a segunda posição em Infraestrutura, com 76,4% de atendimento por esgoto e 96,3% por água tratada. Também apareceu em terceiro lugar em Saúde e em quinto em Segurança.
Na educação, o Colégio Estadual Cívico-Militar Milton Carneiro, no Alto Boqueirão, em Curitiba, recebeu o reconhecimento de “escola ouro” após o resultado no Ideb de 2025, divulgado pelo Ministério da Educação. A unidade atende 680 alunos, em sua maioria moradores da Vila Pantanal e da Vila Nova.
Os estudantes alcançaram nota 5,6 nos anos finais do ensino fundamental e 5,2 no ensino médio. As médias nacionais foram de 5,0 e 4,3, respectivamente. O diretor Christian Ricardo dos Santos afirmou que a escola ainda precisa de reparos, mas destacou a renovação dos banheiros.
O secretário da Educação, Roni Miranda, atribui o desempenho da rede estadual a um conjunto de medidas. Entre elas estão quatro aulas adicionais por semana no terceiro ano do ensino médio, sendo duas de português e duas de matemática, dentro da grade regular de 30 horas semanais.
A secretaria também acompanha faltas, faz busca ativa e oferece três refeições por turno. Com três faltas seguidas ou sete alternadas em três meses, a escola entra em contato com a família. Segundo Miranda, o estado ainda oferece cursos técnicos para quase 40% dos alunos da rede estadual, conforme as características de cada região.
Investimentos e saneamento
O governo do Paraná relaciona o resultado geral ao investimento público e à capacidade de quitar débitos e manter saldo positivo. Até setembro de 2026, foram empenhados R$ 7,77 bilhões para investimentos, principalmente em obras de rodovias e municípios.
Na área de saneamento, a Sanepar atende 343 dos 399 municípios do estado. A empresa planeja antecipar de 2033 para 2029 a meta do Marco Legal do Saneamento Básico. Atualmente, 82,9% da população atendida conta com rede coletora de esgoto; a meta é chegar a 90% até 2029, com investimentos superiores a R$ 13 bilhões.
Trinta e seis cidades já ultrapassaram essa marca. Municípios menores, porém, enfrentam dificuldades associadas às desigualdades regionais, ao custo da infraestrutura e às exigências ambientais.



