O candidato do Podemos ao governo do Pará, Daniel Santos, disse na segunda-feira (7) que pretende organizar a expansão do saneamento básico em parceria com as prefeituras e substituir gradualmente o uso de aterros sanitários por alternativas tecnológicas para o tratamento de resíduos sólidos.
As propostas foram apresentadas durante uma entrevista sobre as diretrizes de seu plano de governo. Santos afirmou que os investimentos devem ser distribuídos conforme as necessidades de cada região, com atuação conjunta entre o governo estadual e as administrações municipais.
Em vez de concentrar recursos em uma única obra de grande porte, o candidato defendeu negociações específicas com cada prefeitura. A ideia, segundo ele, é identificar as deficiências locais e estruturar ações município por município.
“Não tem uma obra, porque a precariedade é tão grande em todos os municípios”, afirmou Daniel Santos. Na avaliação do candidato, o governo estadual deve definir prioridades com os municípios e direcionar recursos para melhorar os serviços básicos.
Abastecimento de água
Santos também criticou a prestação dos serviços de abastecimento e disse que não manterá contratos sem a oferta adequada de água. Ele afirmou que a empresa Águas do Pará deverá cumprir padrões de qualidade para continuar operando.
“Eu não tenho compromisso com a empresa A, B ou C”, declarou. O candidato acrescentou que a cobrança dos usuários deve estar vinculada ao fornecimento de água nas torneiras.
Tratamento de resíduos
Para a destinação do lixo, Daniel Santos defendeu que o Pará atraia investimentos para instalar usinas tecnológicas capazes de processar resíduos sólidos. O objetivo é reduzir a dependência dos aterros sanitários e evitar que o problema seja transferido para outros municípios.
O candidato disse que existem tecnologias para esse tipo de tratamento e mencionou visitas a instalações em outros países realizadas enquanto era prefeito. Para ele, a participação financeira do Estado pode viabilizar a implantação dessas unidades no Pará.



