O governo de Donald Trump anunciou que os Estados Unidos vão proibir, a partir de 29 de setembro, a entrada de diversos produtos do Canadá. A lista inclui laticínios, bebidas alcoólicas e veículos. O comunicado foi divulgado no site da Casa Branca.
A decisão amplia a disputa comercial entre os dois países. Em julho, Trump havia determinado uma tarifa adicional de 50% sobre produtos canadenses, sob a justificativa de que o Canadá discrimina o comércio americano.
A nova proibição foi anunciada no mesmo dia em que começaram a valer tarifas canadenses sobre mercadorias dos Estados Unidos. Ottawa passou a cobrar taxas de 15%, 20% e 50% sobre itens como aço, alumínio, laticínios e eletrodomésticos.
Após a entrada em vigor das medidas, Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, afirmou em um vídeo publicado no YouTube: “Temos tudo que precisamos para mudar de direção e prosperar”.
As ações foram anunciadas depois do fracasso de rodadas de negociação realizadas em agosto entre os governos de Trump e Carney.
Início da disputa
O conflito comercial começou no início de 2025, durante o segundo mandato de Trump, quando o governo americano anunciou tarifas sobre produtos canadenses. Entre as justificativas estavam o combate ao tráfico de fentanil e a redução do déficit comercial dos Estados Unidos.
A aplicação das medidas chegou a ser adiada por 30 dias após negociações entre os governos. Em março, Washington colocou em vigor uma tarifa de 25% sobre diversos produtos canadenses e uma taxa de 10% sobre parte das importações de energia.
Ottawa reagiu com uma lista de retaliação que incluía alimentos, bebidas, eletrodomésticos, roupas e outros bens de consumo. Depois, os Estados Unidos passaram a cobrar 25% sobre aço e alumínio importados, enquanto o Canadá impôs novas tarifas sobre aço, alumínio, computadores, servidores, monitores e equipamentos esportivos.



