Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,13 · Euro R$ 5,95 · Ibovespa 185.147 +0,00%
A economia explicada todos os dias
Economia

Economia e aprovação de Trump dominam disputa pelo Congresso dos EUA

Republicanos tentam manter maiorias estreitas na Câmara e no Senado enquanto democratas exploram o custo de vida e a baixa popularidade do presidente.

Economia e aprovação de Trump dominam disputa pelo Congresso dos EUA
Foto: Getty Images via AFP

A economia e a aprovação em queda de Donald Trump entraram no centro da disputa pelo controle do Congresso dos Estados Unidos, a pouco menos de dois meses das eleições de meio de mandato. Republicanos tentam preservar maiorias estreitas na Câmara e no Senado, enquanto democratas buscam transformar a insatisfação com o custo de vida em votos.

Trump afirmou nesta segunda-feira (7), em sua rede social, que os republicanos vencerão as eleições “por muito”. Na mesma publicação, atacou os democratas e disse que os adversários fariam uma “última tentativa” de “arruinar os Estados Unidos”.

A mensagem foi divulgada no Dia do Trabalho, feriado americano que marca tradicionalmente o início da reta final das campanhas. A aprovação do presidente caiu para 33%, o menor nível de seu segundo mandato, segundo o levantamento Focaldata/Financial Times. O mesmo índice foi registrado pelo Instituto Ipsos em meados de agosto.

Custo de vida no centro da campanha

O custo de vida aparece como o principal fator para a escolha dos eleitores. Pesquisa Reuters/Ipsos realizada entre 28 e 31 de agosto mostra que 47% dos eleitores registrados apontam o tema como decisivo para o voto em novembro. No mesmo levantamento, 71% desaprovam a forma como Trump lida com o custo de vida, enquanto 22% aprovam.

Em julho, pesquisa do Pew Research Center indicou que 29% dos eleitores registrados queriam ouvir os candidatos ao Congresso discutirem questões econômicas —a maior proporção entre os temas citados sem uma lista prévia. Custo de vida e preços foram mencionados por 15%. Também apareceram reformas no governo (9%), imigração (7%), saúde (5%), política externa (4%) e o próprio Trump (4%).

Questionado sobre a responsabilidade dos republicanos pela alta dos preços da gasolina e da energia, o vice-presidente J. D. Vance atribuiu a inflação às políticas do governo Joe Biden. Ele citou cortes de impostos, investimentos em novas fábricas e redução dos preços de medicamentos como medidas da atual gestão. “Leva um pouco de tempo para reconstruir as bases da economia da classe média americana”, afirmou.

Disputa por Câmara e Senado

Na quarta (9) e na quinta-feira (10), os republicanos realizarão em Dallas a primeira convenção do partido voltada especificamente para uma eleição de meio de mandato. O evento, apelidado de “Trump-a-palooza”, terá discursos de Trump e Vance, além da participação de lideranças republicanas e candidatos ao Congresso.

As 435 cadeiras da Câmara estarão em disputa em novembro. A batalha pela maioria, porém, está concentrada em cerca de 50 distritos competitivos. Os democratas precisam conquistar três cadeiras líquidas para assumir o controle da Casa, atualmente comandada pelos republicanos.

No Senado, os democratas precisam de quatro ganhos líquidos. Apenas 9 das 35 disputas deste ano são consideradas competitivas por analistas independentes. Texas, Iowa, Alasca e Ohio passaram a receber mais atenção, ao lado de disputas previstas na Carolina do Norte e no Maine.

Os democratas também precisam defender cadeiras. Em Michigan, Abdul El-Sayed enfrenta o republicano Mike Rogers em uma disputa acirrada. No Texas, o republicano Ken Paxton concorre contra o democrata James Talarico, em um estado que não elege um senador democrata desde 1988.

O resultado definirá o espaço político de Trump nos dois últimos anos de seu mandato. Desde 1938, o partido do presidente perdeu cadeiras na Câmara em 20 das 22 eleições de meio de mandato realizadas. Uma vitória democrata neste ano daria ao partido o comando das comissões da Casa, com poder para abrir investigações, convocar integrantes do governo e dificultar a aprovação de parte da agenda legislativa de Trump.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.