Rogério Miranda, de 77 anos, afirma que pretende trabalhar no Congresso para obter recursos destinados à infraestrutura dos municípios de Roraima. Candidato ao Senado pelo DC, ele citou a necessidade de vias de transporte e de estruturas básicas nas cidades do estado.
A declaração foi apresentada em uma entrevista gravada para a série destinada aos candidatos que não participaram da rodada ao vivo por não atenderem aos critérios eleitorais definidos. O formato incluiu concorrentes que não estavam entre os cinco mais bem colocados na pesquisa Quaest ou que não alcançaram pelo menos 5% das intenções de voto.
Críticas à atuação política
Miranda também criticou a gestão pública em Roraima. Para ele, os atuais representantes usam os mandatos em benefício próprio e não entregam resultados à população.
"Eles se servem do estado, mas não oferecem nada ao estado", declarou. O candidato disse que pretende mudar esse cenário com propostas e afirmou que a política em Boa Vista e no estado está nas mãos de pessoas que considera fracas.
Trajetória e candidatura
Natural de Ubajara (CE), Rogério Miranda está em Roraima desde 1973 e atua como empresário nos setores de metalurgia e construção civil. Ele afirma ser formado em Economia e Jornalismo e se apresenta como radialista e comunicador.
Esta é a primeira disputa de Miranda por uma vaga titular ao Senado. Em 2018, ele participou da eleição como suplente de Júlio Martins.
O candidato declarou R$ 7,47 milhões em bens no pedido de registro apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Seus suplentes são Gilmar Moraes Lira, o Gilmar Popular, em primeiro lugar, e José Alfredo Bezerra, em segundo.
Ao todo, sete candidatos ficaram fora da rodada de entrevistas ao vivo e tiveram suas trajetórias e propostas apresentadas em reportagens. A rodada ocorreu entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro.
Roraima tem 401.496 pessoas aptas a votar nas Eleições Gerais de 2026. O primeiro turno será em 4 de outubro. Se houver necessidade, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.



