As mulheres representam 71,4% dos mesários registrados para o primeiro turno das eleições de 2026. São 1.311.506 pessoas, de um total de 1.837.846 registros no Brasil e no exterior, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizados em 17 de setembro.
A participação feminina aumentou em relação às duas eleições anteriores: foi de 66,4% em 2018 e de 68,3% em 2022. O avanço entre 2022 e 2026 foi de 3,1 pontos percentuais.
Os dados se referem aos registros disponíveis antes da votação e não indicam quantos mesários comparecerão efetivamente no dia da eleição. Há 21 registros sem informação de gênero.
Perfil por idade e participação voluntária
Pessoas com 40 anos ou mais são 53% dos mesários cadastrados para 2026. Já o grupo de 18 a 29 anos representa 18,2% do total. A faixa etária mais numerosa é a de 40 a 44 anos, com 323.076 pessoas, ou 17,6% dos registros.
Na distribuição geral, os mesários de 40 a 49 anos somam 607.846 pessoas, equivalentes a 33,1%. A faixa de 30 a 39 anos reúne 529.983, ou 28,8%; a de 50 a 59 anos, 296.429, ou 16,1%; e o grupo de 60 anos ou mais, 69.827, ou 3,8%.
A participação dos eleitores mais velhos cresceu nas últimas eleições. As pessoas com 40 anos ou mais eram 32,2% em 2018, passaram a 40,4% em 2022 e chegaram a 53% em 2026. No grupo de 18 a 29 anos, a participação caiu de 33,6% em 2018 para 27,3% em 2022 e 18,2% neste ano.
Mais da metade dos registros corresponde a voluntários: 1.066.360 pessoas, ou 58%. Os não voluntários são 771.486, equivalentes a 42%. Entre os voluntários, 753.339 são mulheres.
A inscrição como voluntário não garante a convocação. O cartório eleitoral verifica a existência de vagas e a ausência de impedimentos antes de definir os mesários. Podem ser convocadas pessoas a partir dos 18 anos, em situação regular com a Justiça Eleitoral e sem impedimentos legais.
Diferenças entre estados e exterior
As mulheres são maioria nos 26 estados e no Distrito Federal. O Espírito Santo tem a maior proporção feminina, com 76,3% dos registros. Depois aparecem Mato Grosso, com 75,5%, Tocantins, com 75,1%, e Minas Gerais, com 74,8%.
As menores proporções estão na Paraíba, com 63,3%, no Rio Grande do Norte, com 64,2%, e em Alagoas, com 64,7%. Mesmo nesses casos, as mulheres representam mais de seis em cada dez mesários.
Fora do Brasil, a base reúne 4.828 mesários, ante 3.991 em 2022 e 2.966 em 2018. O número atual é 837 maior que o da eleição anterior, uma alta de 21%. As mulheres são 2.957, ou 61,2% desse grupo.
A proporção de voluntários no exterior é menor que no Brasil. Eles correspondem a 22,3% dos mesários registrados fora do país, enquanto 77,7% estão classificados como não voluntários. No Brasil, os voluntários representam 58,1%.
Quem tem domicílio eleitoral no exterior vota apenas para presidente e vice-presidente. A organização da votação fora do país cabe ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, com apoio de consulados e missões diplomáticas.
Funções e perfil racial
Cada mesa receptora de votos tem quatro integrantes: presidente, primeiro mesário, segundo mesário e secretário. O presidente coordena os trabalhos, inicia e encerra a votação e autoriza o eleitor a votar. Os demais conferem a identidade, organizam a fila, entregam os comprovantes e registram as ocorrências em ata.
A maioria dos registros não tem informação de cor ou raça: são 1.465.558, ou 79,7% do total. Entre os 372.288 registros preenchidos, há 172.719 pardos, 155.459 brancos, 38.884 pretos, 2.641 indígenas e 2.585 amarelos.
Pardos e pretos somam 56,8% dos registros com informação racial disponível. Esse percentual não representa o conjunto dos mesários, porque o perfil dos registros sem preenchimento é desconhecido. Nos arquivos analisados de 2018 e 2022, o campo aparece como “não informado” em todos os registros.



