São Paulo, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,11 · Euro R$ 5,86 · Ibovespa 186.596 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Política

PF identifica uso de credenciais do MPF-MA em acessos a documentos sigilosos

Relatório enviado ao STF aponta que credenciais de uma servidora foram usadas em consultas ligadas a investigações sobre o Banco Master.

PF identifica uso de credenciais do MPF-MA em acessos a documentos sigilosos
Foto: Divulgação/MPF-MA

Credenciais de uma servidora do Ministério Público Federal no Maranhão foram usadas ao menos cinco vezes para acessar documentos sigilosos de investigações sobre a tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A informação está em relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O MPF-MA informou que Alina Franco Boueres de Araújo foi vítima de phishing, golpe usado para obter senhas e outras informações de acesso. A Polícia Federal comunicou o órgão sobre o caso em 2025. Depois disso, o Ministério Público abriu uma investigação interna e concluiu que as credenciais foram usadas de maneira indevida. O órgão disse ter bloqueado os acessos não autorizados e adotado medidas para evitar novos ataques.

A primeira consulta identificada pela PF ocorreu em 2023. O acesso foi feito por Luiz Phillipi Mourão, apontado como chefe operacional do grupo ligado a Daniel Vorcaro e conhecido pelo codinome “Sicário”. A busca tratava de notícias-crimes apresentadas pelo jornalista Vladimir Timmerman, que havia divulgado informações relacionadas ao banqueiro.

O login da servidora também foi utilizado em março, junho e julho de 2024. Em uma das conversas entre Mourão e Vorcaro, o aliado do banqueiro enviou, de uma só vez, seis documentos classificados como sigilosos.

Segundo a PF, Alina Boueres integra o Ministério Público Federal do Maranhão desde 2006. Na época dos acessos, ela estava lotada no gabinete do procurador da República Marcílio Nunes Medeiros.

O relatório ressalva que o uso repetido de credenciais de servidores não comprova, por si só, conhecimento ou participação voluntária no vazamento de dados. As extrações podem ter ocorrido “com ou sem participação consciente” dos titulares dos acessos funcionais, hipótese que continua sob apuração.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.