A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal que tem condições técnicas de produzir e enviar aos gabinetes dos ministros a cópia integral dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro. O compartilhamento, segundo a instituição, seguirá as medidas de sigilo aplicáveis.
A manifestação foi enviada neste domingo (13), em resposta a uma determinação do presidente do STF, Fachin. O ministro havia dado 24 horas para que a PF apresentasse informações sobre o aparelho, apreendido em 2025 durante investigações relacionadas ao Banco Master.
A instituição afirmou que o material original nunca saiu de sua custódia. O dispositivo permanece nas dependências da PF, com cadeia de custódia documentada, lacres íntegros e mecanismos para verificar a integridade digital dos dados.
Cópia enviada a ministro
A PF também esclareceu que o conteúdo encaminhado ao gabinete de André Mendonça, em março, não correspondia ao material original. A polícia declarou que o envio ocorreu a pedido do próprio gabinete, conforme os registros do processo administrativo.
A instituição informou ainda estar disponível para prestar esclarecimentos adicionais e para permitir eventual verificação da integridade do conteúdo mantido sob sua custódia.
A decisão de Fachin ocorreu enquanto Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin pressionam pelo acesso integral às mídias extraídas do aparelho. Os ministros sustentam que a divulgação dos documentos das investigações sobre o Banco Master não deve ser seletiva.
Na sexta-feira (11), Mendonça afirmou que as apurações continuam e que novas fases podem ser deflagradas. Para o ministro, retirar o sigilo do celular poderia violar o dever estatal de investigar e abrir possibilidades de prejuízo aos procedimentos.
Depois da manifestação de Mendonça, Zanin afirmou que cada julgador deve definir os elementos necessários para formar sua convicção. O ministro também disse que um eventual veto criaria dificuldades para o julgamento das mensagens entre o ex-banqueiro e Moraes, marcado para a próxima terça-feira (15) no plenário do STF.


