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Candidatos ao governo do Maranhão apresentam propostas para a economia

Debate reuniu propostas de ajuste fiscal, industrialização, agricultura familiar, infraestrutura e geração de empregos no estado.

Candidatos ao governo do Maranhão apresentam propostas para a economia
Foto: Rafaelle Fróes/g1 Maranhão

Os candidatos ao governo do Maranhão apresentaram propostas diferentes para ampliar a atividade econômica durante um debate com pouco mais de 2h30. As ideias incluíram redução de despesas públicas, atração de empresas, industrialização, agricultura familiar, qualificação profissional, infraestrutura e distribuição de riqueza.

André Luís (Missão) vinculou o desenvolvimento econômico ao ajuste das contas públicas. Ele propôs reduzir 25% dos cargos comissionados, juntar secretarias e extinguir a Secretaria de Articulação Política. A economia obtida, segundo o candidato, seria direcionada a investimentos e à atração de empresas para o estado.

A proposta também prevê políticas voltadas ao interior, levando em conta as características e o potencial de cada município.

Eduardo Braide (PSD) defendeu uma gestão baseada em critérios técnicos e relacionou investimentos em infraestrutura à melhoria dos serviços públicos e da atividade econômica. Ao citar sua experiência como prefeito de São Luís, afirmou que pretende escolher secretários técnicos, sem indicações políticas.

Braide mencionou mais de 2 mil obras realizadas durante sua gestão, além de intervenções em pavimentação, hospitais, unidades básicas de saúde, avenidas e viadutos. Ao questionar Saulo Arcangeli sobre as estradas estaduais, cobrou medidas para a recuperação da malha viária. Saulo respondeu com a defesa de um plano de obras públicas para estradas, saneamento e moradia.

Felipe Camarão (PT) associou o desenvolvimento à distribuição de riqueza, à qualificação profissional e à geração de emprego e renda. Ele defendeu o fortalecimento da agricultura familiar, investimentos conforme a vocação de cada região e estímulo ao empreendedorismo, especialmente para mulheres e jovens.

Industrialização e produção

Orleans Brandão (MDB) colocou a geração de emprego e renda entre as prioridades de sua proposta. O candidato defendeu a ampliação da qualificação profissional, a atração de indústrias, o desenvolvimento de agroindústrias e investimentos na agricultura familiar e no agronegócio.

Brandão citou a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Bacabeira como estrutura para ampliar a industrialização. Segundo ele, mais de 18 bilhões em negócios já foram feitos na área, que poderia ser potencializada a partir do ano que vem. Também defendeu o uso da localização próxima a rodovias, ferrovias e ao Porto do Itaqui para agregar valor à produção maranhense.

O candidato afirmou que pretende reduzir a dependência da exportação de matérias-primas e ampliar a venda de produtos finais. Ele também mencionou agroindústrias, regularização fundiária e estradas para melhorar o escoamento da produção.

Roberto Rocha (PRTB) apresentou a industrialização como estratégia para ampliar a geração de riqueza. Para ele, a ZPE poderia transformar parte da produção antes da exportação, com a instalação de empresas e agroindústrias no próprio estado.

Rocha também defendeu a transformação da produção vegetal em proteína animal e relacionou a industrialização à criação de empregos e ao aproveitamento da localização do Maranhão, incluindo a proximidade com o mercado externo e o Porto do Itaqui.

Saulo Arcangeli (PSTU) propôs um modelo baseado na agricultura familiar, na reforma agrária, na assistência técnica aos pequenos produtores e na distribuição de riqueza. Ele citou produtos tradicionais como babaçu, buriti e juçara como base para cadeias produtivas e agroindústrias capazes de gerar trabalho e renda.

O candidato também defendeu um plano de obras públicas para recuperar estradas estaduais e vicinais, além de investimentos em saneamento e moradia. A medida, segundo sua proposta, ajudaria no escoamento da produção e na atividade econômica de diferentes regiões do estado.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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