O WhatsApp anunciou novos controles parentais para adolescentes no Brasil. A configuração permite que pais e responsáveis definam aspectos do uso do aplicativo, como privacidade, participação em grupos e acesso a canais.
A ferramenta deve ser ativada primeiro no celular do adolescente e depois vinculada ao aparelho do responsável. No dispositivo do adolescente, é preciso baixar o WhatsApp, escolher o idioma, tocar em “Concordar e continuar” e acessar “Mais opções”. Em seguida, o responsável deve selecionar a opção para criar uma conta gerenciada, cadastrar e confirmar o número de telefone, informar a data de nascimento e confirmar a idade.
Depois de tocar em “Continuar”, começa a conexão com a conta do responsável. No celular do pai, da mãe ou de outro responsável, é necessário escanear com a câmera o QR Code exibido no aparelho do adolescente e acessar o link apresentado. O adulto deve abrir o WhatsApp, confirmar que é adulto, criar um PIN de seis dígitos, confirmar o código e concluir a configuração.
Após a ativação, as opções ficam disponíveis em “Configurações” e “Controle parental”, no celular do responsável.
O que pode ser acompanhado
Pais e responsáveis podem escolher quem poderá ver a foto de perfil do adolescente e adicioná-lo a grupos. Também podem receber alertas quando ele entrar ou sair de um grupo e quando um grupo do qual participa aumentar o número de integrantes.
Entre as opções estão ainda consultar com quem o adolescente conversa, definir como ele pode usar os canais e estabelecer quais atualizações de status poderá ver e quem poderá visualizar as publicações dele.
As mensagens enviadas e as ligações feitas pelo adolescente continuam privadas. Os responsáveis não podem ler as conversas nem receber relatórios sobre as pessoas com quem ele conversou ou para quem ligou. “Ninguém mais pode ler ou ouvir o conteúdo dessas conversas, nem mesmo o WhatsApp”, afirmou a empresa.
A novidade dá continuidade a uma atualização da Meta feita em março, que havia liberado ferramentas semelhantes para menores de 13 anos. A expansão para adolescentes ocorre durante a pressão no Brasil relacionada ao ECA Digital, que busca garantir um ambiente online seguro para crianças, em movimento também registrado em outros países.



