SÃO PAULO — Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República, aumentou as críticas a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e também atacou os eleitores do senador. Durante um evento com empresários em São Paulo, afirmou que não respeita a escolha política de quem pretende votar no adversário e classificou essa opinião como “lixo”.
Na mesma declaração, Renan disse que Flávio seria envolvido ou aliado do Comando Vermelho. A afirmação é uma acusação do candidato. Não há, no caso apresentado, conclusão judicial que estabeleça a participação direta do senador na facção.
A justificativa usada por Renan envolve Rodrigo Bacellar e Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias. O candidato afirma que Flávio apoiou os dois políticos e atribui à Polícia Federal a avaliação de que eles teriam ligação com o Comando Vermelho.
Investigações citadas por Renan
A Polícia Federal investigou Bacellar e TH Joias em um caso sobre repasse de informações sigilosas a integrantes da facção. O inquérito levou ao indiciamento dos dois e de outras pessoas por suspeita de participação no esquema. A defesa de Bacellar negou crimes e chamou o indiciamento de arbitrário.
Depois, a Procuradoria-Geral da República denunciou os investigados por obstrução de uma apuração relacionada ao Comando Vermelho. Em agosto, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal recebeu a denúncia, e os acusados passaram à condição de réus. Essa decisão não apontou participação de Flávio Bolsonaro nos fatos investigados.
As críticas de Renan ao senador começaram antes da declaração mais recente. Em julho, ele chamou Flávio de “criminoso” e questionou sua proximidade política com Bacellar e TH Joias. Em agosto, afirmou que o senador seria aliado do crime organizado no Rio de Janeiro.
Na mesma ocasião, Renan também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem chamou de amigo do crime organizado. O candidato apresenta os ataques como parte de uma estratégia de confronto com nomes associados, na avaliação dele, a estruturas políticas tradicionais.
Renan foi oficializado como candidato do Missão em julho. Desde o início da campanha, tem se colocado como alternativa ao governo Lula e ao bolsonarismo, além de defender uma política de segurança pública de enfrentamento às organizações criminosas. A disputa ocorre em meio à competição entre grupos da direita pela Presidência em 2026.




