São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,92 · Ibovespa 183.828 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Política

Renan Santos promete intervenção federal contra estados que não agirem contra facções

Em agenda de campanha em Salvador, candidato também defendeu proibir bets e criticou Lula e Flávio Bolsonaro.

Renan Santos defende intervenção federal em estados que não colaborarem no combate ao crime organizado
Foto: Reprodução/TV Bahia

Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, afirmou neste domingo (27) que poderá recorrer a uma intervenção federal em estados que não colaborarem com as medidas que pretende adotar contra o crime organizado caso seja eleito. Ele não explicou como a medida seria aplicada.

A declaração ocorreu durante uma entrevista coletiva em frente à Reitoria da Universidade Federal da Bahia (Ufba), no Centro de Salvador, durante uma agenda com apoiadores. Santos disse que pretende trabalhar com governadores independentemente de sua orientação política, mas afirmou que o Governo Federal poderá agir quando não houver cooperação.

A segurança pública foi apresentada pelo candidato como um dos pilares de seu eventual governo. Ao citar o Nordeste, ele disse que pretende combater a atuação de facções e, ao mesmo tempo, desenvolver a economia regional. Santos afirmou que quer reduzir despesas do Governo Federal para direcionar recursos a desenvolvimento, infraestrutura e energia.

Sobre a Bahia, o candidato relatou ter recebido ameaças depois de publicar vídeos sobre crimes ocorridos em Salvador. Ele também afirmou que moradores de comunidades enfrentam restrições impostas pelo crime organizado, inclusive sobre marcas de roupas que podem usar. Santos disse que integrantes de facções que não se entregarem, forem presos e tentarem atacar forças policiais serão combatidos com rigor.

Críticas a Lula e Flávio Bolsonaro

Santos afirmou que trabalha para chegar ao segundo turno e descartou apoiar Luiz Inácio Lula da Silva ou Flávio Bolsonaro. Os dois foram criticados pelo candidato em relação às conexões deles e de apoiadores com investigações envolvendo o Banco Master.

Ele disse que pretende oferecer uma alternativa aos eleitores e afirmou que, em um debate acompanhado por mais de 40 milhões de brasileiros, Lula e Flávio Bolsonaro não deveriam receber o governo. As acusações foram feitas durante a entrevista, sem detalhamento adicional sobre os casos mencionados.

Posição contra as bets

O candidato também reiterou sua oposição às bets. Santos defendeu a proibição de todas as empresas do setor no Brasil, associando-as à lavagem de dinheiro, ao endividamento e ao vício.

Ele ainda criticou decisões de Lula sobre o setor durante o período eleitoral. Na avaliação de Santos, faltou uma transição para grupos de mídia e times esportivos que contavam com as bets, e a medida teria sido usada como tema eleitoral.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.