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Sócio da Go Up nos EUA condiciona entrega de dados à Justiça americana

Michael Brian Davis recusou o envio voluntário de documentos sobre despesas de “Dark Horse” às autoridades brasileiras.

Sócio da Go Up nos EUA condiciona entrega de dados à Justiça americana
Foto: Reprodução

Michael Brian Davis, sócio nos Estados Unidos da Go Up, produtora de “Dark Horse”, recusou o pedido da Polícia Federal para entregar voluntariamente documentos sobre as despesas da produção no país. Ele afirmou que a empresa só fornecerá os dados se houver uma ordem de um juiz norte-americano.

A posição foi apresentada em e-mail enviado a Karina Gama, sócia da Go Up no Brasil, em 2 de setembro. Davis disse que, por orientação dos advogados da empresa, não encaminharia documentos societários, contábeis, fiscais, bancários ou contratuais. Também afirmou que pedidos feitos por autoridades brasileiras deveriam seguir canais diplomáticos e de cooperação jurídica internacional.

“De modo que qualquer produção, exibição ou entrega de documentos ocorra somente mediante ordem emanada de juiz norte-americano”, escreveu Davis. Ele ainda pediu que nenhum documento fosse compartilhado, enviado ou apresentado sem validação prévia dos advogados da empresa nos Estados Unidos.

Documentos pedidos pela PF

Em 19 de agosto, a Polícia Federal havia solicitado a Karina a apresentação voluntária de documentos sobre o filme. Entre os itens estavam faturas emitidas e recebidas no exterior, contratos com atores estrangeiros — incluindo Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro — e comprovantes e relatórios financeiros.

Os investigadores buscavam demonstrar a realização efetiva de gastos divulgados publicamente como de aproximadamente R$ 54,2 milhões em território norte-americano. A defesa de Karina enviou ao Supremo Tribunal Federal documentos da produção, incluindo comprovantes de parte das despesas, além da recusa de Davis.

Documentos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República indicam que Flávio Bolsonaro era interlocutor direto de Daniel Vorcaro na negociação de investimentos para o longa-metragem. Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos, é apontado no material como gestor do dinheiro levantado para a produção.

Desde julho, Flávio é formalmente investigado por ter negociado com Vorcaro o repasse de pelo menos US$ 24 milhões, aproximadamente R$ 122,7 milhões, para o filme baseado na biografia de Jair Bolsonaro. Segundo os documentos da investigação, pelo menos US$ 12,3 milhões, cerca de R$ 62,9 milhões, foram efetivamente pagos.

Flávio havia prometido prestar contas publicamente sobre o financiamento, mas passou a atribuir à Go Up a divulgação de um balanço. Nesta sexta-feira (11), após a retirada do sigilo de parte dos documentos pelo ministro André Mendonça, o senador pediu o fim da confidencialidade e disse que a transparência confirmaria que não há irregularidades relacionadas ao filme.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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