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Política

Tarcísio promete presídios e admite que não cumprirá meta de ensino integral

Candidato à reeleição também defendeu mudanças na legislação penal e atribuiu problemas da Sabesp ao ritmo das obras.

Tarcísio promete presídios e admite que não cumprirá meta de ensino integral
Foto: Globo/Bob Paulino

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), prometeu construir 10 novos presídios nos próximos quatro anos e manter concursos para ampliar os efetivos das polícias Civil e Militar. As declarações foram dadas nesta terça-feira (15), durante entrevista ao SP1, da TV Globo.

Na segurança pública, Tarcísio defendeu alterações na legislação para restringir benefícios de criminosos reincidentes. Segundo ele, a intenção é aumentar o risco para quem comete delitos de forma habitual, sem promover encarceramento em massa. O governador afirmou que apresentou propostas aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado.

Ele também disse que não é possível combater a criminalidade prendendo repetidamente as mesmas pessoas pelos mesmos crimes. “A gente entende que precisa aumentar o custo do crime”, afirmou.

Presídios e efetivo policial

Questionado sobre a superlotação do sistema penitenciário, Tarcísio afirmou que pretende construir mais 10 unidades. Durante a entrevista, foram citados dados do Tribunal de Contas do Estado segundo os quais o sistema tem 76 mil presos acima da capacidade. Para eliminar o déficit de vagas, seriam necessárias mais de 50 unidades.

O governador disse que o sistema está sob controle e que o governo realiza remanejamentos e separa os presos por critérios como periculosidade e pertencimento a facções criminosas. Ele acrescentou que a expansão precisa respeitar as condições fiscais do estado.

Tarcísio prometeu ainda manter os concursos das polícias Civil e Militar. A declaração ocorreu após uma pergunta sobre a defasagem da Polícia Militar, que, segundo os dados apresentados, tem 7,3 mil policiais a menos do que em 2017. O governador afirmou que existe uma programação para a chegada de 3,5 mil novos policiais e declarou que o saldo entre entradas e saídas é positivo.

Sabesp e ritmo das obras

Sobre acidentes com mortes, falta d’água e aumento das reclamações contra a Sabesp após a privatização, Tarcísio lamentou as mortes e relacionou os problemas ao ritmo das intervenções. Segundo ele, a empresa acelerou as obras para cumprir a meta de universalizar o saneamento nos 371 municípios atendidos até 2029.

O governador afirmou que, depois dos acidentes, a companhia alterou procedimentos de segurança, criou um departamento ligado diretamente à presidência e passou a priorizar métodos não destrutivos. Também disse que a falta d’água está ligada aos investimentos em novas adutoras e reservatórios, que podem afetar temporariamente o sistema.

Tarcísio afirmou ainda que a Sabesp precisa substituir uma rede antiga responsável, segundo ele, por uma perda de cerca de cinco metros cúbicos de água por segundo. Ao defender os resultados da privatização, disse que a empresa ampliou o serviço para mais de 1,5 milhão de residências, passou a tratar 1 bilhão de litros de esgoto a mais por mês e reduziu em 22% o lançamento de esgoto sem tratamento em rios e mananciais.

Sobre as reclamações relacionadas às contas, o governador reconheceu a existência de cobranças indevidas e afirmou que a empresa está reavaliando os casos e aprimorando os canais de atendimento.

Ideb e ensino integral

Na educação, Tarcísio relativizou o fato de São Paulo não ter alcançado as metas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio. Nos anos finais do ensino fundamental, o estado obteve 5,2 em 2025, ante uma meta de 5,8. No ensino médio, a nota foi 4,3, enquanto a meta era 5,1.

O governador destacou o crescimento das notas e citou também resultados do Pisa. Segundo ele, os anos finais do ensino fundamental avançaram de 5,1 para 5,2. Tarcísio afirmou que a análise do ensino médio deve considerar os estudantes matriculados no ensino técnico, modalidade ampliada durante sua gestão.

O candidato reconheceu que não deve cumprir a promessa feita na campanha de 2022 de colocar 60% dos alunos da rede estadual no ensino integral. Atualmente, pouco mais de 30% dos estudantes estão nessa modalidade, segundo dados da Secretaria da Educação citados na entrevista.

Tarcísio disse que a gestão priorizou a estruturação das unidades e prometeu ampliar em mais 500 o número de escolas de tempo integral nos próximos anos. Questionado se alcançaria os 60% prometidos, respondeu: “Não devemos chegar.”

Banco Master

No início da entrevista, Tarcísio foi questionado sobre as investigações do Banco Master e possíveis efeitos sobre a campanha eleitoral. Ele afirmou que o caso não afeta sua candidatura e defendeu uma investigação ampla, com transparência e responsabilização dos envolvidos. O governador também disse que o país vive um momento de exaustão ética e defendeu a divulgação de todas as informações sobre o caso.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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