São Paulo, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,92 · Ibovespa 183.828 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Política

Tornozeleiras alcançam menos de 0,5% dos agressores monitorados em São Paulo

Cerca de 400 homens usam o equipamento, diante de mais de 95 mil medidas protetivas concedidas pelo TJ-SP de janeiro a julho.

Tarcísio omite que menos de 1% dos agressores de mulheres usam tornozeleira
Foto: Aloisio Mauricio - 09.ago.26/Estadão Conteúdo

Cerca de 400 agressores de mulheres usam tornozeleira eletrônica em São Paulo, número equivalente a menos de 0,5% das mais de 95 mil medidas protetivas concedidas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) de janeiro a julho deste ano.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, costuma apresentar o estado como pioneiro no monitoramento eletrônico, mas não informa essa proporção em discursos e peças eleitorais. Em evento sobre combate à violência contra a mulher, afirmou que pretende ampliar o programa e declarou: “Os resultados são excepcionais”.

O dispositivo dispara um alerta quando o agressor se aproxima da vítima ou deixa a área permitida. Uma viatura é acionada para prender quem descumpre a medida protetiva. A possibilidade passou a ser prevista em lei federal em abril deste ano. Pela legislação, o juiz autoriza o uso e deve priorizá-lo em casos de descumprimento de medida protetiva. Antes, o monitoramento era opcional na Lei Maria da Penha.

A Secretaria da Segurança Pública informou que, desde a implantação do programa, em setembro de 2023, até o final de agosto, mais de 1.400 agressores foram monitorados. No período, 157 foram presos por descumprimento de medidas protetivas. Atualmente, a medida é adotada na capital paulista, em Santos e em Sorocaba, enquanto estudos avaliam sua ampliação.

Violência e campanha

São Paulo registrou 141 feminicídios no primeiro semestre deste ano, contra 128 ocorrências no mesmo período de 2025, segundo a Secretaria da Segurança Pública.

A campanha de Tarcísio afirma que a medida protetiva não implica automaticamente o uso de tornozeleira e que a decisão cabe à Justiça. Também diz que cerca de 400 pessoas são acompanhadas pelo programa, implantado na atual gestão, e que o SP Mulher Segura prevê a expansão do monitoramento em todo o estado, especialmente nos casos de maior risco.

Entre as promessas do governador estão a criação de um cadastro de agressores, com restrições para assumir cargos públicos e acessar moradias da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), além da ampliação das Delegacias das Mulheres 24 horas. Fernando Haddad (PT) tem usado o tema para criticar Tarcísio.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.