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Anthropic propõe desacelerar avanço dos modelos de inteligência artificial

Dario Amodei defende mais tempo para avaliar riscos e sugere revisores externos permanentes nas empresas de IA.

Anthropic propõe desacelerar avanço dos modelos de inteligência artificial
Foto: Getty Images

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, propôs que as empresas de inteligência artificial reduzam o ritmo de avanço das capacidades de seus modelos. A ideia é criar mais tempo para avaliar riscos e adotar medidas de proteção diante do aumento das preocupações com o uso indevido da tecnologia.

A proposta foi apresentada em um artigo divulgado neste sábado (12) nas redes sociais. Amodei disse que a Anthropic não defende interromper o treinamento de modelos nem o progresso tecnológico, mas considera necessário reservar tempo suficiente para alinhar e proteger os sistemas.

“Precisamos desacelerar o ritmo com que aprimoramos as capacidades dos modelos de IA”, afirmou o executivo. Ele acrescentou que o progresso continuará parecendo rápido e que as empresas deveriam aproveitar o tempo obtido para lidar com os riscos.

Estrutura em três etapas

A estrutura sugerida por Amodei tem três etapas. Entre as medidas, está a instalação de revisores externos permanentes dentro das empresas que desenvolvem modelos de IA. Esses avaliadores teriam acesso às ferramentas relevantes e aos processos internos usados para analisar riscos.

O executivo também defendeu que avaliadores independentes verifiquem se as medidas de segurança estão sendo aplicadas. Além disso, afirmou que as empresas deveriam trabalhar voluntariamente em conjunto para estabelecer padrões.

A proposta foi apresentada depois que a Anthropic divulgou, na última quinta-feira (10), um relatório de inteligência sobre ameaças. O documento descreveu o uso dos modelos Claude por diversos agentes em atividades como desenvolvimento de armas, operações cibernéticas, vigilância e fraude.

As preocupações aumentaram após a demissão do pesquisador da Anthropic Jacob Coxon. Ele declarou que pessoas que desenvolvem inteligência artificial acreditam que a tecnologia pode acabar com todos até o fim da década.

Amodei também mencionou o crescimento da capacidade dos modelos e a dificuldade de contê-los. Nos Estados Unidos, um número crescente de parlamentares defende novas regras para regulamentar os sistemas de inteligência artificial.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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