CLÁUDIO — Um sistema de confinamento especializado para gado vem sendo usado por produtores de Cláudio, no Centro-Oeste de Minas, para acelerar a engorda, liberar o pasto e reduzir custos. O modelo, conhecido como boitel, recebe os animais até que atinjam o peso adequado para o abate.
Na chegada, os bovinos passam por vacinação, com atenção a problemas respiratórios, e recebem tratamentos contra parasitas. A alimentação inclui silagem de milho, grão reidratado e um concentrado produzido na própria fazenda. O trato é oferecido três vezes ao dia, enquanto os cochos são limpos regularmente para evitar alimento mofado ou velho.
A permanência no local dura cerca de 60 dias. Com a engorda terceirizada, o produtor pode acelerar o giro do negócio, recuperar as condições do pasto e encaminhar o gado aos frigoríficos no ponto de venda.
O pecuarista Cristiano Naves utiliza o serviço e afirma que leva os animais ao confinamento quando chegam a 12 arrobas. “A margem compensa, a velocidade e traz o giro para a fazenda”, disse.
Estrutura e expansão
O boitel começou a operar em 2020 e tem capacidade para 1.200 animais. Existe um plano para ampliar o espaço e chegar a 2 mil cabeças. A estrutura reúne veterinários, zootecnistas e especialistas em nutrição, responsáveis pelo manejo e pelo acompanhamento do rebanho.
Segundo o proprietário, Adriano Pinto Francino, a abertura do empreendimento ocorreu depois do estudo de modelos adotados em grandes estados produtores, como São Paulo e Mato Grosso. O projeto também foi criado com a expectativa de contribuir para o desenvolvimento local, gerar empregos e movimentar a economia da região.
O agronegócio responde por 40% do PIB de Cláudio. A região produz entre 80 e 100 mil litros de leite por dia e envia mensalmente de 3 a 5 mil cabeças de gado de corte para frigoríficos e exportação.



