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Chuva em setembro chega a 81 mm em Rio Branco, abaixo da média histórica

Apesar de dias chuvosos fora do padrão, volume acumulado na capital do Acre permanece próximo do esperado para o mês.

Chuva em setembro chega a 81 mm em Rio Branco, abaixo da média histórica
Foto: Walace Gomes/g1 Acre

Rio Branco acumulou 81 milímetros de chuva até a tarde desta quarta-feira (23), segundo a Defesa Civil Municipal. O volume está abaixo da média histórica de setembro, de 92 mm, mas ainda é considerado compatível com o esperado para o mês.

A sequência de dias chuvosos chama atenção porque setembro costuma ser marcado por estiagem, tempo seco e aumento das queimadas na capital acreana. O coordenador da Defesa Civil Municipal, tenente-coronel Cláudio Falcão, classificou o comportamento das chuvas como incomum para o período.

“Está um pouco fora do normal e até atípico visto que estamos acostumados com um tempo mais seco e queimadas”, afirmou Falcão. Segundo ele, apesar da irregularidade, o volume acumulado permanece dentro do padrão esperado.

As precipitações têm ocorrido de maneira irregular e concentrada em alguns períodos. Por isso, a Defesa Civil avalia que os episódios registrados não são suficientes para garantir a recuperação das condições hídricas de Rio Branco. Desde o dia 20 de agosto, o governo federal reconheceu situação de emergência por causa da seca nos 22 municípios do Acre.

Previsão indica continuidade das chuvas

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou nesta quarta-feira que as condições de instabilidade devem continuar em Rio Branco e em outras áreas do Acre nos próximos dias.

Para esta quinta-feira (24), a previsão é de muitas nuvens na Região Norte e pancadas de chuva isoladas no Acre, depois de um período de calor intenso. Na sexta-feira (25), ainda há possibilidade de chuva isolada no estado, com previsão de redução do calor e mínima de 22°C em Rio Branco.

O Inmet também afirmou que os primeiros episódios da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), corredor de nuvens carregadas, podem ocorrer até dezembro. O fenômeno favorece condições de chuva em áreas como Acre e Rondônia e pode tornar o verão amazônico mais atípico.

A Defesa Civil ressalta que chuvas isoladas não representam necessariamente o fim da estiagem. Para uma mudança efetiva no cenário hídrico, é necessário que as precipitações sejam mais frequentes e distribuídas de forma regular.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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