Empresas ligadas ao cantor Thiaguinho apresentaram um novo recurso na disputa judicial sobre o uso da expressão “Tardizinha Gospel”. A Paz & Bem Edições Musicais Ltda. e a Tardezinha Produções e Eventos Ltda. contestam a decisão que manteve a negativa à apelação apresentada anteriormente.
As empresas afirmam que houve uso indevido da expressão e pedem a reforma do entendimento adotado no julgamento anterior. Em primeira instância, os pedidos foram rejeitados. Depois, a apelação também recebeu decisão desfavorável.
Um dos pontos questionados no novo recurso é a classificação de “Tardezinha” como uma “marca fraca”. Para as autoras, esse entendimento não afastaria a proteção de uma marca regularmente registrada. Elas sustentam que a decisão anterior reconheceu tanto o registro da marca quanto a titularidade das empresas sobre ela.
As autoras também alegam que o tribunal identificou semelhança e possibilidade de confusão entre “Tardizinha Gospel” e “Tardezinha”. Na avaliação apresentada no recurso, esses reconhecimentos deveriam ter sido considerados junto com a proteção decorrente do registro da marca.
Pedido das empresas
Outro argumento é que os dois eventos atuam no mesmo segmento. Segundo as empresas, as atividades envolvem a realização de festas, a produção de shows e a apresentação de espetáculos. Para elas, essa proximidade reforça a alegação de violação da marca e também teria sido reconhecida pelo tribunal.
No recurso, a Paz & Bem Edições Musicais Ltda. e a Tardezinha Produções e Eventos Ltda. pedem que a Justiça proíba a Tardizinha Gospel Eventos Ltda. e Juliano de Bitencourt Vargas — identificado como “pagode Restaura” — de usar a expressão “Tardizinha Gospel”.
Em 15 de setembro de 2026, a Justiça determinou que as partes interessadas apresentassem contrarrazões aos recursos.



