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Guillain-Barré: o que se sabe sobre a recuperação da adolescente internada em Porto Alegre

Síndrome afeta o sistema nervoso periférico, pode causar perda de força e é atendida pelo SUS com diagnóstico, tratamento e reabilitação.

Guillain-Barré: o que se sabe sobre a recuperação da adolescente internada em Porto Alegre
Foto: Lidiane Klein e Arquivo pessoal

A recuperação de uma adolescente de 14 anos internada com síndrome de Guillain-Barré ganhou atenção depois que ela apareceu dançando com a mãe em um vídeo publicado nas redes sociais. A gravação foi feita pela neuropsicóloga Lidiane Klein, que estava em um consultório em frente ao hospital e não conhecia as duas nem sabia o contexto da cena.

A mãe, Elisiane, disse que o registro trouxe felicidade durante um período de tensão. “a gente está conseguindo vencer”, afirmou.

Como a síndrome afeta o organismo

A Guillain-Barré é uma doença neurológica rara e grave. Ela ocorre quando o sistema imunológico ataca estruturas do próprio organismo, principalmente os nervos responsáveis pela comunicação entre o cérebro e diferentes partes do corpo.

A condição costuma surgir depois de processos infecciosos e tem como uma de suas principais características a perda progressiva da força muscular. Também pode provocar formigamento, dormência e, em situações mais graves, paralisia.

Segundo o Ministério da Saúde, pessoas de diferentes idades podem desenvolver a síndrome, embora a maior ocorrência esteja entre 20 e 40 anos. A estimativa é de um a quatro casos para cada 100 mil habitantes por ano.

Infecções e sinais de alerta

Entre os agentes associados à doença está a bactéria Campylobacter, relacionada a episódios de diarreia e apontada como a ocorrência mais frequente. Também há registros de associação com dengue, zika e chikungunya, além de outros vírus e bactérias.

A manifestação principal é a fraqueza muscular acompanhada de diminuição ou ausência de reflexos. Confusão mental, alteração do nível de consciência, crises epilépticas, perda de coordenação motora, visão dupla e fraqueza nos músculos da face estão entre outros sinais possíveis. Dormência, queimação ou coceira nos braços e pernas e redução ou perda do tônus muscular também podem ocorrer.

A orientação é buscar atendimento médico com urgência diante dos sintomas. A confirmação pode envolver a análise do líquido cefalorraquidiano, conhecido como líquor, e exames eletrofisiológicos para avaliar o funcionamento dos nervos.

Atendimento pela rede pública

O SUS oferece diagnóstico, medicamentos e reabilitação para pacientes com a síndrome. O tratamento busca acelerar a recuperação, reduzir complicações da fase aguda e minimizar possíveis sequelas neurológicas.

As diretrizes clínicas preveem opções como imunoglobulina intravenosa e plasmaférese, procedimento que retira e processa o plasma sanguíneo. A escolha depende da avaliação médica.

O país conta com 136 Centros Especializados em Reabilitação que atendem pessoas com Guillain-Barré pela rede pública. Muitos pacientes também são acompanhados em hospitais durante as fases mais delicadas da doença.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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