São Paulo, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,11 · Euro R$ 5,86 · Ibovespa 186.596 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Brasil

Igreja Presbiteriana de Pinheiros fecha acordo em ação trabalhista contra pastor

Ex-funcionária acusou Arival Dias Casimiro de assédio e abuso espiritual; igreja reconheceu mensagens inadequadas e manteve pastor no cargo.

Igreja Presbiteriana de Pinheiros fecha acordo em ação trabalhista contra pastor

A Igreja Presbiteriana de Pinheiros (IPP) encerrou com um acordo uma ação trabalhista movida por uma ex-funcionária da Junta Missionária de Pinheiros contra o pastor titular da denominação, Arival Dias Casimiro. O processo, aberto em maio de 2025, não teve sentença de mérito nem reconhecimento de prática de assédio pela igreja.

A ex-funcionária, que trabalhava como auxiliar administrativa e também é presbiteriana, acusou Casimiro de assédio e abuso espiritual. Na ação, relatou abordagens presenciais, elogios, piadas, comentários sobre sua aparência e tentativas de aproximação por mensagens. Afirmou ainda que o pastor ia diariamente até sua mesa para abraçá-la.

Segundo o processo, entre 2022 e 2024, conversas iniciadas sobre assuntos profissionais passaram a incluir perguntas pessoais. A mulher disse que as mensagens a deixavam desconfortável por Casimiro ser seu superior no trabalho e pastor. Ela também apresentou registros de conversas nas quais o religioso dizia que sentia algo por ela e sugeria uma conversa particular.

Reunião e encerramento do caso

Uma reunião para tratar do comportamento do pastor ocorreu em 15 de agosto de 2024, no gabinete pastoral. Participaram a ex-funcionária, sua superior imediata, um presbítero e Casimiro. Conforme o relato apresentado à Justiça, o pastor pediu desculpas, disse que havia invertido os papéis e afirmou que via a funcionária como filha. Também teria dito que queria ajudá-la financeiramente na compra de um apartamento.

A ex-funcionária pediu demissão sem justa causa, para receber a multa rescisória e os direitos trabalhistas, e o pedido foi atendido. Ela afirmou ter entendido que as mensagens e a conduta presencial configuravam assédio e abuso espiritual.

Em nota enviada aos membros, a IPP informou que o caso também foi analisado por um tribunal eclesiástico. A igreja disse que Casimiro reconheceu a inconveniência das mensagens, pediu perdão à ex-funcionária e recebeu uma disciplina prevista nas normas da denominação. O documento não detalha qual foi a medida aplicada. Casimiro continua como pastor titular da IPP.

Em outra manifestação, a igreja confirmou a existência de um acordo homologado pela Justiça do Trabalho e afirmou que as mensagens eram inoportunas, inadequadas e infelizes. Casimiro não fará manifestação individual sobre o caso.

A IPP reúne, entre suas lideranças, Hernandes Dias Lopes e o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça. A denominação também está subordinada à Igreja Presbiteriana do Brasil, que aprovou semanas antes uma resolução contra a chamada maledicência digital, com previsão de sanções para quem levar supostos erros de lideranças ao tribunal da internet.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.