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Pastor da Igreja Presbiteriana de Pinheiros deixa cargo após acordo trabalhista

Arival Dias Casimiro pediu licença após uma ex-funcionária acusá-lo de assédio e abuso espiritual; o período do afastamento não foi informado.

Pastor da Igreja Presbiteriana de Pinheiros deixa cargo após acordo trabalhista
Foto: Arival Dias Casimiro/Facebook

O reverendo Arival Dias Casimiro deixou o cargo de pastor titular da Igreja Presbiteriana de Pinheiros (IPP) após fechar um acordo na Justiça do Trabalho com uma ex-funcionária que o acusou de assédio e abuso espiritual. A duração do afastamento e a possibilidade de ele continuar em outra função na igreja não foram informadas.

A decisão ocorreu depois de questionamentos entre membros da comunidade presbiteriana sobre a permanência de Casimiro à frente da igreja, que integra a Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB). O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça também é pastor da IPP.

Em comunicado, a assessoria contratada pela IPP afirmou que o reverendo pediu licença em comum acordo com o conselho. Casimiro foi procurado por telefone e mensagens no início da tarde deste domingo (13), mas não respondeu até a publicação.

Acusações e acordo

A ex-funcionária trabalhava na Junta Missionária de Pinheiros, ligada à denominação. Ela abriu uma ação em maio de 2025 e concordou em encerrá-la por meio de um acordo entre as partes, homologado pela Justiça do Trabalho. Não houve sentença de mérito nem reconhecimento judicial de prática de assédio.

Em nota aos membros, a IPP reconheceu que o pastor enviou mensagens “inoportunas, inadequadas e infelizes”. A igreja disse que o caso foi apurado internamente e que Casimiro admitiu “a inconveniência das mensagens”, pediu perdão e recebeu uma medida disciplinar, sem detalhar qual foi a punição.

Segundo o relato apresentado à Justiça do Trabalho, o pastor ia diariamente até a mesa da funcionária para abraçá-la. Ela também afirmou que ele fazia comentários sobre sua aparência e sugeria que usasse maquiagem e roupas mais curtas. Em uma situação, teria dito diante de colegas que ainda se casaria com ela.

Entre 2022 e 2024, as mensagens por WhatsApp teriam começado com assuntos profissionais e avançado para questões pessoais. Em uma conversa anexada ao processo, após a funcionária mencionar lançamentos financeiros, Casimiro escreveu: “O que sinto por você” e, em seguida, recuou.

A ex-funcionária afirmou que, em 15 de agosto de 2024, participou de uma reunião com o pastor, sua superiora imediata e um presbítero. Segundo o depoimento, Casimiro pediu desculpas, disse que havia “caído num laço do inimigo” e ofereceu ajuda financeira para a compra de um apartamento. Ela pediu demissão sem justa causa e recebeu a verba rescisória e os direitos trabalhistas correspondentes.

A mulher declarou no processo que considerava os episódios não apenas assédio, mas também abuso espiritual. A controvérsia ocorreu enquanto a IPB discutia mecanismos de controle sobre conflitos internos. Em agosto, a cúpula da denominação aprovou uma resolução contra a chamada “maledicência digital”, com previsão de sanções para denúncias levadas ao ambiente virtual.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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