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Incêndio em Campinas expõe prédio sem hidrantes e com ocupação sob disputa judicial

Bombeiros consideraram inabitável o edifício onde uma criança morreu e duas ficaram feridas; local é ocupado desde 2017.

Incêndio em Campinas expõe prédio sem hidrantes e com ocupação sob disputa judicial
Foto: Helen Sacconi/EPTV

A falta de equipamentos de segurança e as condições precárias do edifício onde uma criança morreu em um incêndio levaram o Corpo de Bombeiros a considerar o imóvel inabitável. O prédio não tem hidrantes, e as causas do fogo ainda serão apuradas pela Polícia Científica.

O incêndio ocorreu nesta terça-feira (15), no último andar de um edifício de seis pavimentos na Rua Itapemirim, no Jardim Itayu. Um menino de 3 anos morreu. Os primos dele, uma menina de 6 anos e um garoto de 4 anos, tiveram queimaduras no rosto e foram levados a hospitais da cidade.

As duas crianças deixaram o imóvel com ajuda de moradores. Depois de passarem pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro, a menina foi transferida para o Hospital de Clínicas da Unicamp, e o menino, para o Hospital Mário Gattinho.

O Corpo de Bombeiros recebeu o chamado às 8h42 e mobilizou sete viaturas. O corpo do menino foi encontrado após o controle das chamas. O primeiro tenente Lucas Henrique Prolezi afirmou que a equipe teve dificuldade para localizar a vítima por causa do acúmulo de roupas, materiais e móveis desorganizados.

O fogo se concentrou em um dormitório, quase no último cômodo da residência. A causa inicial foi considerada inconclusiva. Uma vizinha contou que percebeu a fumaça ao tentar verificar a caixa-d’água do condomínio e notar que não havia água nas torneiras.

Ocupação e assistência

O complexo tem quatro torres e é uma propriedade particular ocupada desde 2017. A Prefeitura informou que há 108 famílias registradas no cadastro social e que uma ação judicial de reintegração de posse está em andamento.

Segundo a Secretaria de Habitação, moradores não aceitaram atualizar os dados durante visitas recentes. A administração municipal também disse ter oferecido auxílio-moradia emergencial para a saída das famílias, mas afirmou que não houve adesão.

Uma moradora apresentou versão diferente sobre a assistência. Sem se identificar, ela disse que os ocupantes tentaram comprar os apartamentos do proprietário, que recusou. “Até hoje, não conseguimos ajuda nenhuma”, declarou.

A Prefeitura informou que uma eventual desocupação depende das decisões do processo judicial.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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