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Economia

Dólar recua antes de decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos

Moeda americana caía 0,12% a R$ 5,147 enquanto investidores aguardavam decisões do Copom e do Fed nesta quarta-feira (16).

Dólar recua antes de decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos
Foto: Pedro Affonso/Folhapress

O dólar recuava nesta quarta-feira (16), enquanto investidores aguardavam as decisões de juros do Copom, do Banco Central, e do Federal Reserve (Fed), dos Estados Unidos. Por volta das 9h25, a moeda americana caía 0,12%, cotada a R$ 5,147. No exterior, o índice DXY avançava 0,07%.

O Fed deve divulgar sua decisão às 15h. A expectativa do mercado é de que a taxa americana suba da faixa de 3,5% a 3,75% para 3,75% a 4%. A ferramenta FedWatch indicava que 93% das apostas apontavam para uma elevação nesta tarde.

No Brasil, o Copom informa sua decisão a partir das 18h, depois do fechamento do mercado. A mediana das estimativas de analistas consultados pela Bloomberg aponta para uma redução da Selic de 14% para 13,75% ao ano.

Se as previsões forem confirmadas, o diferencial entre os juros brasileiros e americanos ficará menor, reduzindo a atratividade do carry trade. Nessa estratégia, investidores captam recursos em países com taxas mais baixas, como os Estados Unidos, e aplicam em mercados com juros maiores, como o Brasil.

“A redução desse diferencial, com tudo mais constante, acaba sendo um vento contrário para o nosso real”, afirmou Fernando Saad Benati, estrategista global da Avenue. Segundo ele, uma eventual mudança diferente das expectativas poderia tornar menor a alteração no diferencial de juros.

Mercado e inflação

Na terça-feira (15), o dólar fechou em alta de 0,10%, a R$ 5,153. A Bolsa subiu 0,54%, aos 186.502 pontos, em um pregão influenciado pelo avanço do petróleo. A valorização favoreceu ações do setor de energia e contribuiu para a alta dos ativos domésticos.

O petróleo Brent chegou a subir 3,55% e atingiu US$ 109,43 na máxima do dia. A alta beneficiou as ações da Petrobras, que representam cerca de 13% do Ibovespa e avançaram 3% na sessão. O movimento ocorreu em meio à tensão na guerra do Irã e aos riscos para as exportações sauditas pelo Mar Vermelho, após a obstrução do estreito de Hormuz.

A possibilidade de inflação mais elevada também mantém os investidores cautelosos diante da perspectiva de juros altos por mais tempo. O Boletim Focus previa que o IPCA encerrasse 2026 em 4,90%, acima do teto da meta de inflação, de 4,5%, considerando o centro de 3% e a tolerância de 1,5 ponto percentual.

Nos Estados Unidos, o CPI subiu 0,4% em agosto. A inflação acumulada em 12 meses até agosto foi de 3,4%. Os rendimentos dos Treasuries de 10 anos atingiram o maior nível desde 2007, diante da expectativa de juros mais altos.

O cenário político brasileiro também estava no radar. Nesta terça-feira (15), começou no STF a sessão sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A sessão deve continuar no próximo dia 23.

Mensagens recuperadas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro indicaram a atuação de Moraes em favor do ex-banqueiro. O caso levou ao afastamento de Moraes da relatoria do inquérito das fake news e de André Mendonça do processo que apura a ligação entre o ministro e Vorcaro.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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