São Paulo, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Economia

Dólar sobe 0,77% com petróleo e tensão política no radar dos investidores

Moeda americana avançava a R$ 5,162, enquanto o Brent subia 3,86% e chegava a US$ 108,65.

Dólar sobe 0,77% com petróleo e tensão política no radar dos investidores
Foto: Sam Mircovich/Reuters

O dólar avançava 0,77% nesta segunda-feira (14), cotado a R$ 5,162 por volta das 9h46. A alta acompanhava o movimento internacional e ocorria em meio ao avanço do petróleo e à cautela dos investidores com os desdobramentos políticos no Brasil. No exterior, o índice DXY subia 0,49%.

O petróleo Brent, referência mundial, registrava alta de 3,86%, a US$ 108,65, na máxima do dia. O mercado também monitorava os efeitos da guerra no Irã sobre as rotas de navegação e o fornecimento da commodity.

Na sexta-feira (11), o dólar havia encerrado o pregão com alta de 0,47%, a R$ 5,1252. No mesmo dia, o IBGE divulgou que o IPCA recuou 0,32% em agosto, na primeira deflação em um ano. A queda foi influenciada principalmente pela redução de 7,63% na conta de luz, associada ao bônus de Itaipu. Também diminuíram os preços de passagens aéreas (-13,17%), alimentos e combustíveis.

Inflação e juros

Nos Estados Unidos, o CPI acelerou em agosto, antes da reunião do Fed marcada para os dias 15 e 16 de setembro. A decisão ocorrerá nos mesmos dias das reuniões do Copom, que define a taxa básica de juros brasileira.

Vinicius Flores, gestor de investimentos e sócio da Stratton Capital, afirmou que a aceleração da inflação americana foi uma surpresa. “Acredito que o dado contribui para o Banco Central americano aumentar as taxas de juros na semana que vem”, disse. Ele também citou fatores que poderiam levar o Fed a manter os juros estáveis, como revisões metodológicas no PCE e a possibilidade de uma alta antes das eleições de meio de mandato ser interpretada como ato político.

No fechamento de sexta, o FedWatch, do CME Group, indicava 86,5% de chance de elevação dos juros para o intervalo entre 3,75% e 4%. A probabilidade de manutenção da faixa entre 3,5% e 3,75% era de 13,5%.

Marcelo Bassani, economista e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, avaliou o resultado brasileiro como positivo e disse que os dados abrem espaço para mais um corte na próxima reunião do Copom.

Cenário político e exterior

Na Bolsa, o Ibovespa fechou a sexta-feira em queda de 0,56%, aos 187.206 pontos, acompanhando a repercussão dos dados de inflação dos Estados Unidos.

A cautela no mercado brasileiro também foi influenciada pelo levantamento do sigilo de documentos da PF e da PGR pelo STF. O material aponta que Flávio Bolsonaro era interlocutor direto de Daniel Vorcaro nas negociações para investimentos no filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. Os documentos também indicam que Eduardo Bolsonaro atuava como gestor do dinheiro arrecadado para o longa-metragem.

O presidente do STF, Edson Fachin, pediu a André Mendonça que retirasse, em até 24 horas, o sigilo de documentos das investigações sobre o caso do Banco Master. O pedido da PGR foi assinado por Hindemburgo Chateaubriand. Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin também fizeram solicitações relacionadas ao caso.

No exterior, os houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã, avançaram em direção ao controle do estreito de Bab el-Mandeb. O estreito de Hormuz está bloqueado para a navegação desde 28 de fevereiro. Imagens de satélite também mostraram fumaça em um oleoduto que liga campos de petróleo sauditas ao porto de Yanbu.

Donald Trump participou de um evento no Pentágono pelos 25 anos do 11 de Setembro e afirmou: “Só pode haver vitória. Lutamos com força. Lutamos para vencer.”

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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