A Polícia Federal pediu, em março, que o ministro André Mendonça liberasse dados sigilosos de um relatório do Coaf relacionados ao Banco Master. O pedido ainda não foi analisado pelo relator do caso.
As informações, de acordo com a solicitação, ajudariam a detalhar o sistema de pagamentos do banco e de fundos ligados à instituição.
Nesta segunda-feira (14), o vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, defendeu que os dados sejam tornados públicos. A manifestação foi enviada ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, depois que ele pediu a posição da Procuradoria-Geral da República.
A iniciativa partiu do ministro Alexandre de Moraes, que havia solicitado a retirada do sigilo no domingo (13). Em ofício a Fachin, Moraes afirmou que Mendonça manteve sob sigilo uma parte da investigação com elementos essenciais para o julgamento e pediu que o conteúdo fosse disponibilizado aos ministros do Supremo.
A PGR informou que não tinha acesso aos autos relacionados ao caso. Para Chateaubriand, o sigilo deve ser retirado por se tratar de “documento tido como relevante para que ministro desse tribunal possa compreender a totalidade dos fatores que o tema a ser debatido envolve”.



