O dólar subia 0,56% na abertura desta segunda-feira (14), cotado a R$ 5,1539 perto das 9h. O movimento ocorria em um ambiente de maior aversão ao risco e antes das decisões de juros esperadas no Brasil e nos Estados Unidos. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começariam às 10h.
O mercado acompanhava a chamada Superquarta, quando o Banco Central do Brasil e o Federal Reserve divulgam decisões de política monetária. A expectativa no Brasil é de mais um corte da Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Nos Estados Unidos, a aposta é de uma nova alta dos juros.
Cenário político brasileiro
A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) também estava no radar. Uma sessão nesta semana pode decidir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por uma suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A possibilidade surgiu após um relatório da Polícia Federal revelar mensagens trocadas entre os dois.
A proximidade das eleições presidenciais brasileiras era outro ponto de atenção. Pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira indicou que o presidente Lula tinha 46% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa de 2º turno. Os dois apareciam tecnicamente empatados.
Petróleo pressiona mercados
No exterior, novos ataques na Arábia Saudita e no Estreito de Ormuz aumentaram a pressão sobre o petróleo. Autoridades sauditas informaram que o oleoduto Leste-Oeste foi fechado temporariamente após um ataque com drones. A estrutura permite redirecionar exportações e contornar o estreito. A paralisação ameaça até 4% do abastecimento global de petróleo.
Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, avançava 3,67%, para US$ 108,45. O West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia 3,45%, a US$ 103,50 o barril.
A interrupção do oleoduto voltou a levantar preocupações sobre a oferta global da commodity e possíveis impactos sobre a inflação de energia. A alta do petróleo também pode influenciar as decisões de bancos centrais, caso aumente os custos de energia e pressione os preços em diferentes países.


