Leitores manifestaram opiniões divergentes sobre a disputa eleitoral, a relação de políticos com Daniel Vorcaro e os rumos do país. Parte das cartas questiona a cobrança dirigida a Alexandre de Moraes por viagens em avião ligado ao empresário, enquanto Flávio Bolsonaro também teria viajado em uma aeronave de Vorcaro. Outra manifestação levantou dúvidas sobre a identificação dos integrantes da sociedade do avião antes do embarque.
Eduardo Cestari, de Santo André (SP), classificou como incoerente a postura de eleitores da família Bolsonaro que criticam Moraes, mas não fazem o mesmo em relação a Flávio. Já Rafael Theodoro Silva, de São Paulo (SP), resumiu sua avaliação dizendo que campanhas eleitorais se limitam a acusações e promessas. Nacib Hetti, de Belo Horizonte (MG), questionou qual político ou juiz nunca teria viajado em um avião de Vorcaro.
As eleições também foram tema de cartas sobre pesquisas, debates e possíveis escolhas no primeiro turno. Beatriz R. Alvares, de Campinas (SP), mencionou diferenças entre grupos de eleitores e defendeu a participação dos candidatos em debates. Juliana Areias, de São Paulo (SP), afirmou que os debates deveriam ocorrer sempre. Outros leitores criticaram a ideia de voto útil e avaliaram os possíveis efeitos da escolha entre Lula e a família Bolsonaro.
Renda, bets e inteligência artificial
A situação financeira dos brasileiros e o uso de apostas esportivas também foram comentados. Roberto Nakayama, de São Paulo (SP), relacionou a baixa renda à necessidade de investimentos em educação pública e afirmou que esse fator ajudaria a reduzir perdas com bets. Wilson R. B. Ramos e Adriana H. Yoshida, ambos de São Paulo (SP), avaliaram positivamente a decisão de Lula de acabar com as apostas e discutiram efeitos sobre consumo, dívidas e arrecadação.
Sobre inteligência artificial, Julio Oliveira, de Jales (SP), questionou quem seria responsabilizado caso sistemas invadissem estruturas de segurança. Daniel Oliveira, de Fortaleza (CE), defendeu maior transparência sobre a programação das ferramentas. Emilio Bazzani, de Tabapuã (SP), alertou que desligar equipamentos não necessariamente interromperia os sistemas centrais, que poderiam continuar ativos em servidores espalhados pelo mundo.



