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OAB suspende advogada ligada a empresário procurado na Itália

Natália Bérgamo Pascucci e Luiz Eduardo Auricchio Bottura são alvo de prisão preventiva decretada pela Justiça de São Paulo.

OAB suspende advogada ligada a empresário procurado na Itália
Foto: Montagem g1/Reprodução Facebook/Divulgação Maserati

A Ordem dos Advogados do Brasil suspendeu o exercício profissional da advogada Natália Bérgamo Pascucci, que defende o empresário Luiz Eduardo Auricchio Bottura. Conhecido como “rei dos processos”, Bottura está foragido na Itália.

A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva dos dois em 11 de setembro. Eles são procurados por suspeita de associação criminosa, denunciação caluniosa e calúnia. No caso de Natália, o mandado determina que, se for presa, ela seja levada para uma Sala de Estado-Maior. Na ausência desse espaço, deverá cumprir prisão domiciliar.

A decisão também ordena que as seccionais da OAB de São Paulo e do Distrito Federal sejam comunicadas. O mandado foi expedido pela 21ª Vara Criminal Central de São Paulo e assinado pelo juiz Gustavo Comin Otaviano. A ordem cita os artigos 288, 339 e 138 do Código Penal.

Novo mandado contra Bottura

Bottura já havia deixado o Brasil após a expedição de um mandado de prisão em 2024. O nome dele foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo usado para localizar pessoas procuradas internacionalmente e solicitar prisão provisória.

Em 2025, ele foi preso na Itália enquanto dirigia uma Maserati GranCabrio, avaliada em cerca de R$ 1 milhão. A Justiça italiana negou o pedido de extradição apresentado pelo Brasil, e Bottura foi liberado. A nova decisão paulista determina o envio de uma cópia do mandado à Polícia Federal para uma nova difusão vermelha.

A prisão anterior ocorreu em Selvazzano Dentro, na região do Vêneto. Segundo a Guardia di Finanza, Bottura foi localizado após investigações e análise de movimentações financeiras consideradas ligadas ao procurado. A prisão foi validada pelo presidente da Corte de Apelação de Veneza enquanto se aguardava o pedido de extradição.

A difusão vermelha não equivale automaticamente a uma ordem de prisão em todos os países. A detenção depende das regras e das decisões das autoridades do local onde a pessoa for encontrada.

Acusações contra o empresário

Segundo o Ministério Público, Bottura é acusado de chefiar uma organização criminosa que usaria o sistema de Justiça para fraudar indenizações, coagir advogados, intimidar autoridades e movimentar processos forjados. Promotores e delegados afirmaram que ele teria participado de mais de 3 mil ações e sido condenado por litigância de má-fé em 327 casos.

Bottura nega as acusações. Ele afirma que não chefia uma organização criminosa, não falsifica documentos e que os processos contra ele se baseiam em denúncias arquivadas.

Em outro caso, o empresário foi acusado pelo Ministério Público de São Paulo de aplicar golpes pela internet entre 2005 e 2006. Em 2010, o juiz Fábio Aguiar Munhoz Soares, da 17ª Vara Criminal Central de São Paulo, o absolveu. O Tribunal de Justiça de São Paulo informou a decisão em 30 de junho de 2010.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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