FRANCA — O padre Marcelo Rossi celebrou 31 anos de sacerdócio durante o Hallel 2026, em Franca, no interior de São Paulo. Ao refletir sobre o chamado Jubileu de Nácar, ele associou a missão religiosa à transformação das dores por meio da fé.
O termo é usado para marcar 31 anos de uma união ou consagração e faz referência à madrepérola, que reveste o interior das conchas de moluscos. O nácar é produzido pela ostra para isolar corpos estranhos e tratar ferimentos em seu tecido interno.
“Nácar é a substância que a ostra produz quando ela é ferida. A ostra ferida produz a pérola preciosa”, disse o padre Marcelo Rossi.
Com 59 anos, o sacerdote também falou sobre sua trajetória na música católica. Sua atuação alcançou grande repercussão na mídia e em meios não católicos, com recordes de vendas na indústria fonográfica e liderança de audiência em transmissões de rádio e televisão.
Saúde mental e espiritualidade
Durante a passagem pelo interior paulista, o padre propôs uma reflexão sobre saúde mental e espiritualidade, temas presentes em suas pregações e livros. Ele afirmou que as pressões do cotidiano têm causado sobrecarga precoce nas novas gerações e defendeu o acolhimento religioso.
“Eles estão tendo experiência de burnout, de depressão e nós temos que levar a esperança que é Jesus”, afirmou.
O Hallel ocorre no Parque de Exposições Fernando Costa até segunda-feira (7), com entrada gratuita. A 39ª edição reúne cerca de 80 atrações, entre pregações, missas e apresentações musicais, sob o tema “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”.
Os shows começaram na sexta-feira (4), com Juninho Cassimiro e a banda Rosa de Saron. No sábado (5), participaram Flávio Vítor, as irmãs Maria Raquel e Maria Joana, do Instituto Hesed, e o padre Fábio de Melo. Neste domingo (6), a programação inclui a missa celebrada por Marcelo Rossi, além de apresentações de Gerados pela Imaculada, Anjos de Resgate e Comunidade Colo de Deus. O encerramento será na segunda-feira (7), com o padre Adriano Zandoná e a Fraternidade São João Paulo II.



