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Polícia apreende dinheiro em imóvel ligado a ex-assessor de Milton Leite

Milton Leite foi preso em Mogi das Cruzes após ser procurado em Sorocaba; operação investiga suposta ligação com o PCC por meio de empresas de ônibus.

Polícia apreende dinheiro em imóvel ligado a ex-assessor de Milton Leite
Foto: Reprodução

A Polícia Civil apreendeu nesta sexta-feira (18) cerca de R$ 740 mil em espécie em um imóvel de Sorocaba (SP) ligado a um ex-assessor de Milton Leite (União Brasil), ex-presidente da Câmara Municipal paulistana. O valor inclui R$ 280 mil e US$ 89 mil.

Policiais foram ao endereço para tentar localizar Leite, que estava foragido havia mais de 24 horas após a deflagração de uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil. Ele foi preso à tarde em Mogi das Cruzes.

Segundo os agentes, o ex-vereador havia passado pelo imóvel na quarta, mas não estava mais no local nesta sexta. Na quinta, Leite afirmou por telefone que estava fora de São Paulo e que se entregaria em 24 horas. “Estou me organizando com meus advogados”, disse. Ele nega irregularidades.

Investigação sobre empresas de ônibus

A operação levou à prisão temporária de 16 pessoas e autorizou buscas em 18 endereços em São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.

A decisão judicial aponta Leite como “o dono de fato” da Transwolff. A empresa é acusada de lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) e nega ter relação com a facção. As investigações dizem que o ex-vereador seria responsável diretamente pela operação da companhia.

O mandado contra Leite se apoia principalmente em menções feitas por terceiros: uma conversa de julho de 2024 entre o empresário José Daniel Satilite, da Translider, e um advogado; e uma mensagem de um sargento da Polícia Militar que chamou o político de “chefe”. Leite nega participação na Transwolff.

A empresa afirma que ele “nunca teve qualquer participação societária na Transwolff, nunca participou da gestão ou 'deu ordens' na empresa”. As representações da polícia e da Promotoria não registram pagamentos ou vínculos societários entre Leite e as empresas investigadas.

Entre os presos está Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans entre 2019 e fevereiro de 2025. A defesa declarou não ter acesso aos autos e disse que ele não tem antecedentes.

A investigação é um desdobramento da operação Decúrio, de agosto de 2024. A Promotoria afirma ter identificado ao menos 12 empresas de transporte coletivo na capital controladas direta ou indiretamente pelo PCC. A Prefeitura de São Paulo informou que colabora com o Ministério Público e criou um grupo para analisar a investigação e avaliar uma intervenção na A2 Transporte, que nega envolvimento com a facção.

Leite foi vereador por sete mandatos, de 1997 a 2024, e hoje faz campanha pelos filhos Alexandre Leite e Milton Leite Filho.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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