São Paulo, Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,11 · Euro R$ 5,86 · Ibovespa 186.596 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Brasil

Polícia investiga invasão a imóvel ligado a Milton Leite e uso de placa falsa

Criminosos levaram equipamento das câmeras e deixaram dinheiro e documentos no imóvel em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo.

Polícia investiga invasão a imóvel ligado a Milton Leite e uso de placa falsa
Foto: Reprodução/TV Globo

A polícia investiga a invasão e o furto de um imóvel ligado ao ex-vereador Milton Leite (União Brasil). O crime ocorreu na noite de domingo (20), dois dias depois da prisão do político. Os invasores usaram um carro branco com placa falsa para entrar e deixar o endereço, segundo uma autoridade a par das investigações.

Imagens de uma casa vizinha registraram o veículo saindo pela garagem às 21h17. Um homem a pé, usando moletom com capuz, abriu o portão e entrou no banco traseiro do carro. A cena ocorreu na rua General Bráulio Guimarães, em Santo Amaro, zona sul de São Paulo.

De acordo com a polícia, a placa não correspondia ao cadastro do veículo no departamento de trânsito. A suspeita é de que o recurso pudesse dificultar ou atrasar a investigação. Um equipamento usado para armazenar as imagens do circuito interno foi levado. A polícia apura se outros objetos também foram furtados.

Dinheiro e documentos deixados no local

Os invasores deixaram R$ 19.261 em dinheiro, localizado por policiais sobre um sofá. Também foram encontrados uma carteira com quatro cartões bancários e documentos em nome de Milton, entre eles uma cópia autenticada de sua CNH e um cartão de sócio do Corinthians.

O imóvel pertence à Lesimo (Sonda Projetos e Construção LTDA), empresa que tem Milton entre seus cinco sócios, conforme dados do cartório da região. O endereço de Santo Amaro não foi alvo de busca e apreensão na Operação Vectura Corrupta. A investigação não tem as empresas do ex-vereador como alvo, e o local não está nem esteve registrado como endereço da companhia na Junta Comercial. A sede aparece no bairro do Socorro e anteriormente estava no Jabaquara.

A polícia considera a possibilidade de a invasão ter sido ordenada por Milton ou por alguém interessado em evitar que uma ligação com o ex-vereador fosse descoberta. Outra hipótese é que o crime tenha buscado distrair os agentes. Até agora, não há provas que sustentem essas linhas.

Investigações sobre a operação

A apuração do furto deve continuar no 11º Distrito Policial, de Santo Amaro. Já a Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes de Mogi das Cruzes deve analisar documentos e aparelhos eletrônicos apreendidos na operação da semana passada.

Milton estava sem o telefone pessoal quando se apresentou à delegacia de Mogi das Cruzes. Paulo Korek, que se apresentou no sábado (19), também não estava com celular. Aparelhos de familiares de Milton foram apreendidos.

A Vectura Corrupta investiga suspeitas de infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) em empresas de transporte público no estado de São Paulo. Segundo documentos apresentados pela polícia e pelo Ministério Público à Justiça, há indícios de corrupção de funcionários públicos e de financiamento de campanhas pelo PCC nas eleições para prefeito e vereadores em 2024 e na disputa atual.

Foram cumpridos mandados em São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão. Milton nega irregularidades e ligação com a facção. Um dos principais investigados, apontado como interlocutor entre integrantes da cúpula da facção, empresários, advogados, doleiros e agentes políticos, está foragido.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.