Um movimento liderado por clubes paulistas da Série A do Campeonato Brasileiro procurou integrantes do governo na quinta-feira (17) para discutir a regulamentação das bets. As equipes defenderam que o setor é indispensável para a sustentabilidade financeira do futebol.
A posição dos clubes foi rejeitada na sexta-feira (18) pela coalizão Brasil Contra Bets, que se manifestou contra o documento divulgado pelas equipes.
Divergência no governo
A regulamentação também divide órgãos do governo. A Secretaria de Comunicação (Secom) defende que o texto proíba as apostas online. O Ministério da Fazenda, porém, resiste à medida e estima que a proibição reduziria a arrecadação em cerca de R$ 12 bilhões.
Atualmente, as empresas podem operar sob condições como ter origem nacional e pagar o valor definido pelo governo para obter uma licença. Em 2025, as bets autorizadas a atuar em nível federal receberam cerca de R$ 220,6 bilhões em depósitos, conforme dados do Ministério da Fazenda obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação.
Desse total, R$ 36,9 bilhões corresponderam ao saldo negativo dos apostadores e às receitas das casas de apostas. O debate envolve ainda o patrocínio das empresas a clubes esportivos e as regras para o funcionamento do mercado no país.



