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Entregas aéreas da Amazon ampliam tensão em bairros de Richardson

Moradores questionam ruído, privacidade e segurança enquanto o Prime Air expande operações com drones nos Estados Unidos.

Entregas aéreas da Amazon ampliam tensão em bairros de Richardson
Foto: Jordan Vonderhaar/NYT

RICHARDSON (EUA) — O programa de entregas por drones da Amazon transformou o céu de bairros de Richardson, no Texas, em fonte de reclamações sobre barulho, privacidade e segurança. Moradores próximos ao centro de distribuição dizem ouvir aeronaves desde a manhã até depois do jantar, principalmente nos fins de semana.

A operação faz parte do Prime Air, que promete entregar dezenas de milhares de itens em 30 minutos. O serviço pode ser gratuito ou custar até US$ 4,99. Em dezembro, autoridades municipais aprovaram o zoneamento necessário para a Amazon iniciar as entregas na cidade.

Rotas, horários e funcionamento

Os drones têm cerca de 37 quilos, seis braços azuis e capacidade para transportar uma caixa de até 2,3 quilos. O destino pode estar em qualquer ponto dentro de um raio de 12 quilômetros do local de decolagem. Em Richardson, o centro de distribuição fica a menos de dois quilômetros de algumas residências.

Pelas regras municipais, os voos podem ocorrer das 7h às 20h. A Amazon informou aos moradores que os drones voariam, no trajeto de ida, a uma altitude média de 225 pés (68,58 metros). A FAA (Administração Federal de Aviação), que autorizou a operação, estabelece limite de 400 pés (121,92 metros).

Na etapa final, o drone desce até cerca de 13 pés (3,96 metros) do solo, paira sobre a propriedade e libera o pacote por uma abertura. Vídeos publicados na internet mostram caixas que caíram em piscinas, deslizaram por jardins e entradas de garagem ou foram deixadas após colisões.

A FAA informou que publicará novas regras para voos de drones. Em julho, depois de avaliar o impacto ambiental de aeronaves comerciais de entrega como as da Amazon, a agência concluiu que elas não provocavam um “impacto significativo”.

Moradores contestam a expansão

Scott Bratcher, presidente da associação de moradores de um bairro que os residentes apelidaram de corredor de drones, disse que a situação de Richardson deve se repetir em outras partes dos Estados Unidos. “O governo e a FAA nos abandonaram”, afirmou.

Nikki Anderson, que mora perto das rotas, relatou que o ruído pode ser ouvido dentro de casa mesmo com a televisão ligada. Segundo ela, a movimentação prejudicou a tranquilidade do quintal, onde a família costuma nadar e receber convidados.

Kristi Graham também reclamou dos voos sobre a área externa de sua casa, usada pela família para nadar e fazer churrascos. Ela disse que, após sua queixa, a Amazon mudou a rota para a frente da residência. Mesmo assim, Graham e outros moradores continuam enviando emails a autoridades de cidades como El Paso, no Texas, e Richmond, na Virgínia, onde os drones da Amazon estão prestes a chegar.

Brian Rowe, executivo das áreas de tecnologia e segurança cibernética, participa de reuniões da Câmara Municipal para questionar a operação. Ele pesquisou tecnologias comerciais antidrones, mas afirmou que os equipamentos, voltados principalmente ao uso militar, custam dezenas de milhares de dólares.

Empresa defende o serviço

Lindsay Hamilton, porta-voz da Amazon, disse que a reação dos clientes tem sido “extremamente positiva”. Ela afirmou que, “até agora neste ano, menos de 1%” dos contatos relacionados ao programa foram motivados por ruído.

Hamilton comparou o som dos drones ao de um ventilador de janela na velocidade mínima e disse que, durante a entrega, eles são mais silenciosos do que um carro passando. A porta-voz também afirmou que a empresa usa várias câmeras e sensores para navegação. As imagens, segundo ela, ficam armazenadas em unidades criptografadas, acessíveis posteriormente apenas a funcionários autorizados, e são usadas para melhorar a segurança e o atendimento ao cliente.

A Amazon afirmou que aprimora continuamente o programa e ajustou as operações a partir das opiniões dos moradores. Outras empresas também atuam na região: o Walmart usa drones de entrega de modelos diferentes.

A expansão do Prime Air deve alcançar 500 municípios até o fim do ano, conforme anúncio da Amazon no mês passado. A FAA prevê que o número de drones registrados nos Estados Unidos pode passar de 897 mil para mais de 3,5 milhões até 2030. Na região de Dallas-Fort Worth, uma empresa começou a testar táxis aéreos, aeronaves maiores e semelhantes aos drones usados pela Amazon.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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