KATMANDU — Centros de coleta de DNA começaram a reunir amostras de parentes dos quase 5 mil desaparecidos após o desastre no Nepal. A identificação é uma das frentes de resposta à tragédia, que ocorreu após o colapso de uma geleira no Himalaia.
Neste sábado (5), uma mulher de 64 anos foi encontrada dentro de casa. A construção de quatro andares estava coberta por lama espessa até quase a altura do telhado.
No mesmo dia, militares nepaleses retiraram um trabalhador chinês de um túnel de 225 m. Funcionário de uma usina hidrelétrica, ele foi levado nos braços até um helicóptero e depois encaminhado a um hospital.
O homem relatou que havia escutado os apitos dos socorristas dias antes e gritado, mas não foi ouvido. Ao perceber novamente as luzes dos capacetes das equipes, voltou a pedir ajuda com a força que ainda tinha. “Quando eu receber alta, quero agradecer a todos que me resgataram”, disse.
Dez dias após a tragédia, estima-se que o colapso tenha produzido 2 milhões de toneladas de detritos, entre pedras, sedimentos e restos de construções e estradas destruídas.
Militares também constroem uma ponte improvisada sobre a fundação de concreto armado da estrutura antiga, levada pela correnteza de lama. A passagem deve permitir o deslocamento de pessoas e veículos.
Para crianças desabrigadas, um centro educacional temporário oferece aulas e brincadeiras. A iniciativa busca proporcionar uma rotina enquanto as famílias aguardam informações sobre os desaparecidos.



